Vânia Casado
De Curitiba
Em clima de disputa, será aberto hoje o segundo leilão de contrato de opção para o algodão da safra 99/2000 nas bolsas de mercadorias de todo o País. Serão ofertados 408 contratos com 27 toneladas de algodão em pluma cada um, sendo 108 contratos para produtores de Goiás, 100 contratos para produtores do Paraná, 100 para produtores do Mato Grosso do Sul e 100 para produtores de São Paulo.
O primeiro leilão, realizado na semana passada, foi bastante disputado entre os produtores. Todo o volume ofertado, também de 408 contratos com 27 toneladas de algodão em pluma cada um, foi vendido e o prêmio mais disputado foi dos produtores de Goiás, que ofereceram um ágio de quase 600% sobre o preço mínimo estabelecido pelo governo federal.
O motivo da disputa é a tendência de baixa prevista para o algodão para os próximos meses, quando deve aumentar a oferta do produto em função da colheita nos estados produtores como Mato Grosso do Sul e Goiás. Através dos leilões, os produtores ganham o direito de vender ao governo a produção de algodão por R$ 32,62 a arroba de pluma, considerado um preço satisfatório que cobre os custos de produção.
Os leilões têm o vencimento previsto para 15 de agosto, quando o produtor deverá exercer a opção ou não de vender sua produção para o governo, sendo que o pagamento deve ser feito no início de setembro.
Durante o primeiro leilão, os produtores de Goiás chegaram a pagar até R$ 2.028,00 por contrato, sendo que o preço mínimo estabelecido pelo governo foi de R$ 293,57. Os produtores do Mato Grosso do Sul pagaram R$ 1.050,00 por contrato, os produtores paulistas pagaram R$ 750,00 e os paranaenses, R$ 300,00. Os produtores preferem pagar para se preservar de uma possível tendência de baixa com a colheita da safra de algodão do Mato Grosso que deve colocar no mercado 302.000 toneladas de pluma, que corresponde a 48% da safra nacional.

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