Começa estudo do gasoduto no Norte
Benê Bianchi
De Londrina
Chegaram ontem a Londrina engenheiros da Companhia Paranaense de Gás (Compagás) que darão início aos estudos de viabilidade técnica para instalação da Rede de Distribuição de Gás Natural (gasoduto) na região de Londrina e Maringá. A primeira reunião foi realizada no início da tarde, na Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel).
Os estudos serão coordenados pelos engenheiros Alexandre Haag Filho e Liberato Álvaro Massucci, ambos da área de planejamento da Compagás. Segundo Alexandre, os trabalhos terão início, de fato, na próxima semana, com a contratação dos Estudos de Impacto Ambiental/Relatório de Impactos ao Meio Ambiente (EIA/Rima), que serão elaborados pela Copel.
A equipe da Compagás ficará responsável pelo projeto básico de engenharia, que se refere ao melhor trajeto para instalação da rede, levando em consideração o traçado mais econômico e que represente menor impacto ambiental.
A preferência para a instalação da rede é por áreas já impactadas, como beiras de estradas e áreas de agricultura, comenta Haag. O gasoduto é instalado a 1,20 metro de profundidade e a rede de Londrina a Maringá deverá ter cerca de 200 quilômetros de extensão, incluindo os ramais para as indústrias atendidas.
Segundo Haag, só em Londrina, deverão utilizar o gás via rede de distribuição de gás natural cerca de 20 indústrias. Em toda a região, esse número sobe para aproximadamente 60. Num primeiro momento, a rede será disponibilizada apenas para as indústrias, podendo, posteriormente, ser estendida para áreas populosas.
Os estudos levarão de 90 a 120 dias para ser concluídos. Ainda não há perspectivas para o início da operação. Haag adianta que, no momento em que os estudos estiverem com dados conclusivos, deverá ser aberto processo licitatório para escolha da fonte de suprimentos. O gás poderá ser fornecido pela região central do Estado do Paraná (Pitanga e Mato Rico), pela Bolívia ou pela Argentina.
Quanto antes viabilizarmos a fonte de suprimentos, mais rápido teremos a rede em funcionamento, observa Haag. Ele salienta que o gás é um dos energéticos com menos probabilidades de acidentes e que a rede pode passar por áreas densamente habitadas sem qualquer problema. Copacabana (no Rio de Janeiro), por exemplo, é abastecida por gasoduto. Ele também destaca que a grande vantagem do gasoduto é técnica, porque tem facilidade de suprimento, não exige estoques, não é poluente e agrega valor ao produto.
O presidente da Codel, Farage Kouri, lembra que um estudo realizado há cerca de dois anos mostrou que Londrina consome 500 mil litros cúbicos de gás por dia. Com a vinda da Termoelétrica Norte do Paraná, passaremos a consumir 2,5 milhões de metros cúbicos de gás/dia. Isso mostra que a região tem viabilidade econômica para a instalação do gasoduto, comenta Kouri. Os engenheiros da Compagás visitarão, até amanhã, sete cidades entre Londrina-Maringá. Ontem, além de Londrina, estiveram em Rolândia.Técnicos da Compagás reuniram-se ontem em Londrina com a direção da Codel e vão avaliar viabilidade técnica do projeto
Cesar AugustoPRIMEIRO PASSOAlexandre Haag Filho, da Compagás, diz que estudos de impacto ambiental começam na semana que vem: Preferência para a instalação da rede é por áreas já impactadas, como beiras de estradas e áreas de agricultura, diz





