A segunda etapa da Campanha Estadual de Vacinação Contra a Febre Aftosa, que começa amanhã e vai até 30 de novembro, pretende vacinar 100% dos 9,6 milhões de bovinos e bubalinos do Paraná. A campanha foi lançada ontem no Parque Ney Braga, em Londrina, pelo secretário da Agricultura e do Abastecimento do Estado, Valter Bianchini. Estiveram presentes representantes da Sociedade Rural do Paraná e dos conselhos municipais de sanidade agropecuária (CSAs) que vão ajudar na mobilização dos agricultores e comunidades rurais.
Todos os animais devem ser vacinados, independentemente da idade. Em maio, na primeira etapa da campanha, foram imunizados apenas os menores de dois anos. O produtor que não fizer a vacinação está sujeito à multa de R$ 87,20 por cabeça não imunizada. Cada dose custa, em média, R$ 1,30 nas casas agropecuárias. ''Além de ser eficaz, vacinar sai barato'', compara Marco Teixeira Pinto, chefe da Divisão de Defesa Sanitária Animal da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).
Ele informa que a vacinação deve ser comprovada até dia 30 próximo nas Unidades Veterinárias da Seab - são 132 em todo o Estado. O comprovante é adquirido no próprio local de compra da vacina junto com a nota fiscal. Segundo o secretário Valter Bianchini, há um trabalho conjunto (Seab, cooperativas, sindicatos, casas veterinárias) de divulgação da campanha para que o Estado vacine 100% do rebanho. Ele diz que estão livres da obrigação os animais que serão abatidos até 30 de janeiro de 2010
Bianchini reforça que existe uma fiscalização para saber se os produtores estão cumprindo o trabalho. Nos últimos anos a cobertura de vacinação tem sido satisfatória - em torno de 98%. ''O nosso esforço vai ser no sentido de vacinar todo o rebanho'', afirma.
Hoje o Paraná é considerado área livre de aftosa com vacinação, reconhecida pela Organização Mundial de Saúde Animal. Santa Catarina é o único Estado brasileiro reconhecido como área livre sem vacinação. ''Vamos apresentar relatório ao Mapa (Ministério da Agricultura), informando que fizemos a lição de casa. Estamos próximos de nos tornar área livre sem vacinação. A meta é conseguir isso até 2014, mas devemos reivindicar esta conquista antes, num futuro bem próximo. Com isso, a carne paranaense ficará mais valorizada'', diz Bianchini.
Para o presidente da Sociedade Rural do Paraná, Fernando Kireeff, os produtores estão conscientes da importância da campanha. ''A experiência de 2005 deixou marcas importantes nos produtores do Estado, que estão, mais do que nunca, comprometidos'', observa. Segundo ele, o Paraná caminha para ser área livre sem vacinação e isso, além de abrir mercados importantes para a carne, vai influenciar na economia de todo o Estado. ''É muito mais amplo. Poderemos abrir indústrias de transformação de produtos, gerando empregos, impostos'', diz.

mockup