Começa a era virtual de bolso
Celular com acesso à Internet é uma tecnologia com potencial de mercado gigante no Brasil e que desperta interesse de grandes grupos estrangeiros. Fabricantes de aparelhos e provedores estão de olho nesse negócio de futuro
Já começou no Brasil a corrida para os negócios de acesso à Internet por telefones celulares. Estão nessa nova onda da Internet brasileira não só os fabricantes de telefones de nova geração como também as operadoras de telefonia celular, portais e todos os que aspiram a utilizar esta nova mídia para publicidade.
É uma tecnologia com um potencial de mercado gigante, ainda mais no Brasil, onde a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) prevê que teremos em breve uma relação de três aparelhos celulares por residência, contra um fixo, disse presidente da Abranet, Associação Brasileira dos Provedores de Acesso à Internet, Roque Abdo.
Os provedores vêem no Brasil um mercado ideal: um país com mais de 160 milhões de habitantes, vem investindo cifras multimilionárias em Internet e telecomunicações. Um informe do Banco Central revela que a Internet foi o setor que mais recebeu investimentos estrangeiros nos seis primeiros meses do ano: US$ 600 milhões.
Os que mais têm a ganhar a princípio com esta nova faceta da Internet são os vendedores de celulares e as operadoras, que cobrarão pelo consumo. Sobretudo porque a tecnologia WAP, que conecta a Internet aos celulares, é uma tecnologia limitada: o tamanho da tela de visualização é pequeno, e o custo do serviço ainda é elevado. Isso impede que todo o mercado se volte para a exploração da nova modalidade.
No espaço de um mês surgiu um verdadeiro furor pela nova tecnologia no mercado brasileiro. Os negócios milionários entre portais, fabricantes e operadoras se multiplicam, e o visual das principais avenidas brasileiras se enchem de anúncios dos novos aparelhos com tecnologia WAP (Wireless Application Protocol, ou Protocolo de Aplicações sem Fio), a promessa da era virtual de bolso.
O comércio eletrônico brasileiro também já está de olho no mercado WAP, um negócio que não é simples, considerando-se que é recente, e cujo maior entrave técnico é a adaptação dos conteúdos da Web, caracteristicamente gráficos, para o formato WAP, que suporta apenas texto.
Faremes testes e vamos esperar para ver que produtos têm melhor retorno, para identificar o perfil do novo usuário, informou ao diário econômico brasileiro Gazeta Mercantil Federico Monteiro, gerente de Marketing das Lojas Americanas, que já contam com um site na Web para comércio eletrônico.
Analisando os dados da Anatel, a Gazeta mercantil calcula que quase a metade dos 60 milhões de aparelhos celulares em funcionamento no Brasil no ano de 2005 terá acesso à Internet. (France Presse)





