Comdex deve negociar US$ 1,5 bi até o dia 20
Agência Estado
De São Paulo
Cerca de 125 mil pessoas deverão visitar a 8ª edição da Comdex, maior evento de tecnologia da informação da América Latina, iniciada ontem no Parque Anhembi, em São Paulo. Segundo os organizadores, a feira deve movimentar US$ 1,5 bilhão em negócios. Mais de 500 empresas, das quais 132 internacionais, mostram produtos e soluções na área de informática e telecomunicações para o setor corporativo.
A feira, que estará aberta até dia 20, conta este ano com áreas especiais como a Internet&E-commerce e Linux Pavilion. Paralelamente à feira acontece, desde ontem, o Congresso Técnico, voltado aos negócios corporativos com cerca de 150 atividades cobrindo as áreas da tecnologia da informação.
Dentre os vários estandes que demonstram tecnologia de ponta está o da empresa portuguesa SMD, que apresenta a solução M-commerce, que possibilita que com o telefone celular se navegue pela Internet, verifique saldos e movimentos da conta bancária ou cotações das bolsas de valores. Segundo o diretor-geral da SMD na América Latina, Luis Branco Ló, o Brasil é um mercado de grandes dimensões e poderá ser responsável por 30% do faturamento da empresa, que já atua em Portugal e na Espanha.
Uma prancheta para surfar na Web que funciona com uma estação de rádio acoplada à linha telefônica e que permite ao usuário conectar-se a Internet de qualquer ponto de sua casa ou escritório; um micro inquebrável que resiste ao sol e à chuva, que pode cair e ser usado debaixo da água e com comunicação sem cabo, e, um setup box para conexão à Internet via TV utilizando linha telefônica ou estrutura de TV à cabo, são alguns dos produtos que podem ser vistos no estande da National Semiconductor.
Porém, um dos estandes mais curiosos da feira é o do Museu do Computador, que traz vários modelos antigos de micros, inclusive o Pato Feio, considerado como o primeiro computador nacional, criado na Universidade de São Paulo, em 1971. A idéia surgiu na COMDEX do ano passado e o objetivo é fazer uma memória, diz o curador do museu, José Carlos Valle. Segundo ele, o museu, ainda sem sede definida, deverá resgatar também os manuais das máquinas em exposição.





