Combustível tem novo aumento amanhã
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terça-feira, 13 de abril de 1999
Carmem Murara 
Os postos de combustíveis estão autorizados a reajustar a gasolina a partir da zero hora desta quinta-feira, em todo o Estado. A confirmação do aumento foi dada ontem pela Federação Nacional dos Combustíveis, que recebeu o comunicado do Ministério das Minas e Energia. O aumento nas refinarias será de 11,5%, sendo que o reajuste para o consumidor final deve ficar em torno de 7,5%, conforme estimativa feita ontem pelo Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis do Paraná (Sindicombustíveis).
Mas se houver repetição do que aconteceu no último aumento, na segunda quinzena de março, o reajuste vai superar a expectativa. Se os donos de postos quiserem recuperar margens de lucro perdidas, o repasse poderá ser maior, avaliou o presidente do Sindicombustíveis, Roberto Fregonese. Ele estima que o índice possa chegar a 9,5%, em alguns postos.
Com o reajuste desta semana, a gasolina vai ter aumentado 26% desde o início do ano, contra uma inflação acumulada de 1,95% pelo INPC do IBGE ou 3,55% pelo Dieese. O aumento desta vez vai se restringir à gasolina e ao diesel, ficando de fora o álcool, que está com estoques elevados em todo o País.
O aumento do preço dos combustíveis representa a segunda parcela do impacto da desvalorização cambial. Um novo reajuste é cogitado para o próximo mês, segundo avaliação do Sindicombustíveis. Este novo aumento seria dado em se mantendo a oscilação do preço do barril de petróleo no mercado internacional. O barril estava sendo vendido ontem por US$ 15,60, valor considerado elevado em relação à semana passada.
O litro da gasolina, em Curitiba, está sendo vendido pela média de R$ 0,90, mas há postos que conseguem colocar o produto ao consumidor por R$ 0,84. A margem de lucro do comércio varejista de combustível está entre R$ 0,11 e R$ 0,15 por litro de gasolina vendido.
Na avaliação dos donos de postos de combustíveis, o novo aumento deverá provocar redução no consumo. Com o reajuste de março, a venda caiu em média 20%. A margem de lucro também acaba sendo reduzida.


