A partir da 0h de sexta, os preços dos produtos derivados de petróleo (gasolina, óleo diesel, gás de cozinha e óleos lubrificantes) sofrerão o terceiro reajuste do ano. Os ministérios da Fazenda e de Minas e Energia anunciaram ontem que os preços praticados pelas refinarias da Petrobrás serão reajustados em 11,5%.
Para o consumidor, segundo estimativas do governo, o reajuste do GLP (gás de cozinha) ficará em torno de 4%, e a gasolina e os demais combustíveis terão reajustes de aproximadamente 6,5%. A repercussão do reajuste anunciado para o consumidor é apenas uma expectativa da equipe econômica, pois os preços praticados pelos postos de combustíveis estão liberados desde 1996.
Apenas o preço do óleo diesel continua tabelado e subirá 8%. O governo explicou que as principais causas desse reajuste são a desvalorização do real perante o dólar e o aumento do preço do petróleo no mercado internacional.
A Agência Folha apurou que a equipe econômica poderá adotar um novo reajuste dos combustíveis ainda neste ano, caso a cotação do dólar e o preço internacional do petróleo voltem a subir.
O primeiro reajuste dos combustíveis neste ano aconteceu em fevereiro, quando os donos dos postos aumentaram os preços em 3% para compensar a nova alíquota da Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social). O segundo reajuste aconteceu no dia 11 de março, quando o governo autorizou um aumento de 11,5% nos preços das refinarias.
Segundo a nota oficial distribuída ontem pelos ministérios da Fazenda e de Minas e Energia, o reajuste de março provocou um aumento de 6,6% nos preços praticados pelos postos (sendo 6,3% em São Paulo e no Rio de Janeiro). Em 1998, o último reajuste ocorreu em dezembro, quando as refinarias aumentaram seus preços em 10% - causando um aumento de 5% nos postos.
O reajuste anunciado ontem tomou como base aumento de 30% no preço internacional do petróleo desde janeiro e uma valorização de 35% do dólar em relação ao real no mesmo período.

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