Combustível pode ter reajuste diferenciado
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sábado, 11 de novembro de 2000
Agência Estado De São Paulo 
O reajuste do preço dos combustíveis vai depender do ganho que o governo terá com a redução de 6% para zero da alíquota do Imposto de Importação que incide sobre os derivados de petróleo. Técnicos da equipe econômica vão fazer projeções sobre o impacto que a isenção terá na Parcela de Preço Específica (PPE), fundo constituído entre a diferença do preço dos derivados importados pela Petrobras e o preço destes produtos vendidos pela estatal no mercado interno.
Esta semana, na Esplanada dos Ministérios, ganhou força a defesa de não conceder aumento no preço do litro da gasolina. O principal argumento dos técnicos que defendem a proposta é que o preço deste combustível está dentro das expectativas do governo. No entanto, não está descartado um reajuste diferenciado caso seja vencedora a idéia de reduzir o déficit da PPE que chegou este mês a R$ 600 milhões negativo.
Ou seja, é possível que o reajuste do preço da gasolina seja menor do que os 5% projetados pelo Banco Central. Porém, o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) e o diesel terão porcentuais maiores e diferentes. A justificativa para a medida deve-se ao fato de que estes derivados de petróleo, além do querosene de aviação (QAV), estão contribuindo com quase US$ 500 milhões de prejuízo na PPE.
O fato novo na questão do aumento dos combustíveis surgiu nos últimos dias com a avaliação de que em 1º de janeiro de 2001 os derivados de combustíveis importados dos Países fora do Mercosul estarão isentos da alíquota do Imposto de Importação (II). A importação dos derivados produzidos pela Argentina, por exemplo, é isenta deste imposto.
Ontem o ministro chefe da Casa Civil da Presidência da República, Pedro Parente, afirmou que não existe decisão do governo sobre a data ou o percentual de reajuste dos combustíveis. Parente disse que é possível que técnicos do Ministério da Fazenda estejam estudando o assunto, mas ressaltou que não existe qualquer decisão tomada a este respeito.
O ministro Pedro Parente admitiu que há uma defasagem nos preços dos combustíveis em relação à alta do barril do petróleo no mercado internacional nos últimos meses. O ministro chefe da Casa Civil explicou que a esperança do governo brasileiro era que o preço do barril de petróleo oscilasse na banda definida pela Opep, de US$ 22 a US$ 28. Ontem os preços do petróleo firmaram-se em torno de US$ 32 o barril.


