Combustível pode subir 2,5% no PR
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quarta-feira, 03 de setembro de 1997
Carmem Murara Curitiba 
Arquivo FolhaPressão por quedaFregonese, do Sindicombustíveis: concorrência pode impedir aumentosOs postos de combustíveis de todo o Estado podem começar a repassar até o final da semana a correção da alíquota de ICMS, que o governo federal decidiu cobrar sobre a venda dos produtos. Isto representa aumento no preço final dos produtos em até 2,5%. Desde segunda-feira, as refinarias estão vendendo combustíveis com preços reajustados para as distribuidoras. Parte das companhias começou ontem a revender gasolina e álcool mais caros.
A orientação do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis (Sindicombustíveis) aos comerciantes é a de que não repassem imediatamente o reajuste para as bombas. Primeiro temos que avaliar nossas planilhas e saber se é possível aumentar preços, afirmou o presidente do sindicato Roberto Fregonese. Ele afirmou que a concorrência acirrada entre os postos poderá impedir que haja aumento do preço.
Os combustíveis devem ficar mais caros devido ao último convênio assinado pelo Conselho de Política Fazendária (Confaz) com o setor. Os governos estaduais reclamaram que estavam cobrando ICMS apenas sobre parte do preço final dos combustíveis. No caso da gasolina, a tributação incidia sobre 71 centavos e não sobre os 76 cobrados na ponta final (preço médio praticado). O governo exigiu cobrar o imposto sobre os cinco centavos que faltavam.
As distribuidoras e os donos de postos de combustíveis foram contrários à mudança e ameaçaram repassar o preço para o consumidor. A ameaça está sendo cumprida. O governo alegou que estávamos ficando com o excedente do imposto não cobrado, mas na verdade o dinheiro ficava na mão do consumidor.
Uma pesquisa feita ontem entre os postos de gasolina de Curitiba apontou que as distribuidoras Petrobrás, Shell e Texaco já estão vendendo combustível mais caro. O aumento médio ficou em 2,5%. As companhias Esso e Ipiranga ainda vendem os produtos com os preços antigos. Até agora, nenhum posto aumentou os combustíveis.
Hoje, a margem de lucro de um posto é de 12 centavos a cada litro de combustível vendido. O litro da gasolina custa entre R$ 0,719 (em postos self-service) até R$ 0,770. O litro do álcool varia de R$ 0,621 até R$ 0,660.


