Combustível pode subir 21% no sábado
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quarta-feira, 05 de julho de 2000
Carmem Murara De Curitiba 
O governo federal se prepara para anunciar no próximo sábado um novo aumento de combustível que vai pesar no bolso do consumidor. A informação que circulou ontem pelo Ministério da Fazenda era de que a gasolina teria um reajuste entre 18% e 21% para permitir que os preços fiquem realinhados com o valor cobrado pelo barril de petróleo no mercado internacional, cotado esta semana em US$ 30,89. Nos últimos dias, o governo vem preparando o terreno para esse anúncio, que a princípio seria feito apenas na segunda quinzena do mês.
A pressa em reajustar a gasolina se justifica pela pressão que o governo federal tem sofrido do Fundo Monetário Internacional (FMI). O banco exige que o País feche o ano com uma receita positiva de US$ 3,5 bilhões, mas o petróleo tem puxado estes resultados para baixo. A conta petróleo apresenta um déficit acumulado de US$ 800 milhões.
O aumento previsto para o final desta semana será a segunda pancada que o consumidor sofrerá em menos de dez dias. No sábado passado, entrou em vigor a Medida Provisória baixada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, que retirou a cobrança do PIS e da Cofins do comércio varejista e das distribuidoras e transferiu para as refinarias.
Com a mudança, acaba a indústria das liminares que desobrigava algumas distribuidoras e postos do recolhimento dos dois impostos. Sem recolher os tributos aos cofres públicos, podiam reduzir em até R$ 0,10 o preço do combustível, criando uma concorrência considerada desleal pelos empresários que não tinham conseguido as liminares. Estes postos e distribuidoras eram obrigados a vender combustível mais barato.


