O Ministério da Fazenda divulgou ontem nota conjunta com o Ministério de Minas e Energia anunciando que a partir da zero hora de amanhã, sexta-feira, os preços da gasolina, óleo diesel e do gás de cozinha (GLP) serão reajustados em 4,08% nas refinarias. A estimativa do Ministério da Fazenda é que este reajuste poderá justificar um aumento de até 3,11% para a gasolina nos postos de combustíveis, de até 3,26% para o óleo diesel e de até 2,5% para o gás de cozinha. Os preços nos postos de revenda são livres.
A equipe econômica estima ainda que o impacto no IPCA, índice utilizado para o cálculo da meta de inflação, será da ordem de 0,17 ponto porcentual, caso sejam praticados os reajustes nos porcentuais máximos estimados pelo governo. De acordo com a nota, a Fazenda justifica que o principal elemento que contribuiu para o novo reajuste dos combustíveis foi o comportamento da taxa de câmbio, que registrou desvalorização do real de 11,23% no último trimestre, refletindo ''as incertezas do mercado financeiro mundial''. No mesmo período, o preço do barril do petróleo tipo brent caiu 7,7% no mercado internacional.
O novo reajuste responde à aplicação da fórmula paramétrica de reajustes trimestrais de derivados de petróleo implementada pelo governo em janeiro deste ano. O governo já havia aplicado a fórmula paramétrica em abril, quando reduziu 5,51% o preço da gasolina das refinarias e aumentou 10,42% em julho. No acumulado do ano, os derivados de petróleo já tiveram reajuste da ordem de 8,6%.

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