Combustível da Região Norte é o mais barato de Londrina
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quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Victor Lopes <br> Reportagem Local 
Fazer pesquisa de preços quando o assunto é combustível se trata de uma tarefa que muitos consumidores consideram perda de tempo. Muitas vezes, o motorista está numa via, passa por três ou quatro postos, mas encontra valores muito similares entre eles. Porém, quando os preços são avaliados por região, a diferença acaba sendo maior em Londrina. É o que aponta a último levantamento realizado pelo Procon, que consultou 104 estabelecimentos da cidade. Das cinco regiões, a que possui a melhor média de preço é a Norte, com a gasolina e o etanol sendo vendidos, em média, a R$ 1,86 e R$ 2,76 o litro, respectivamente. É lá também onde são encontrados na bomba os produtos mais baratos de toda a cidade segundo o Procon, com a gasolina sendo vendida a R$ 2,59 e o álcool a R$ 1,69: diferença de R$ 0,30 em relação a outros pontos do município.
Se o motorista é morador ou abastece na área central - que possui o maior número de estabelecimentos avaliados (40) - vai pagar pelo combustível mais caro da cidade. Os preços variam poucos centavos na grande maioria dos postos, com a média do etanol fechando a R$ 1,89 e da gasolina a R$ 2,79. O preço máximo foi encontrado em três postos do Centro, R$ 1,99 para o álcool e R$ 2,89 para a gasolina.
Nas outras regiões, os valores oscilam bastante, mas nenhuma delas conseguiu médias inferiores à Região Norte. A que ficou mais próxima foi a Sul, com média dos 12 postos avaliados de R$ 1,88 para o etanol e R$ 2,76 para a gasolina (veja o quadro dos preços de todas as regiões).
Dentre os estabelecimentos mais baratos das cinco regiões, a FOLHA tentou entrar em contato com todos eles para avaliar como trabalham. Dos cinco, três com os melhores preços são bandeira branca. Já o da Região Leste é Petrobras e vende atualmente o etanol a R$ 1,75 e a gasolina R$ 2,65, o que dá uma diferença exata de R$ 0,24 comparado aos produtos mais caros. A reportagem entrou em contato com o proprietário deste posto, mas ele não retornou até o fechamento desta edição.
Outro da Região Oeste, quase na saída do município, consegue trabalhar com a gasolina a R$ 2,69 o litro. A proprietária, que preferiu não se identificar, comenta que atua com este preço porque está ''distante de Londrina''. ''Como estou longe, não comparo o meu preço com o dos outros, e sim avalio a minha margem de lucro'', relata. Outro ponto interessante é sua briga com dois postos bandeira branca que estão próximos do seu estabelecimento. ''A margem fica um pouco mais enxuta, mas não é ruim. Como estou na rodovia, meu forte é o diesel, e é através dele que acabo vendendo a gasolina com um bom preço para os meus clientes'', relata.
Para o vice-presidente da Região Norte do Paraná do Sindicombustíveis, Durval Garcia Junior, existem diferentes fatores que influenciam nos preços de cada posto, como aluguel do ponto, mão de obra, frete, entre outros. ''Mas de forma geral, os custos são muito parecidos. Além disso, a gasolina e o diesel chegam aos postos só através Petrobras, apenas o etanol pode ter uma oscilação maior'', comenta. Em relação aos estabelecimentos bandeira branca, o representante da entidade comenta que os custos são mais baixos, mas que os preços finais não podem fechar com diferença maior do que R$ 0,04.



