Curitiba - O principal conselho do Comitê Sul-Brasileiro de Qualidade de Combustíveis para o consumidor não comprar combustível adulterado é sobre o preço. Segundo o coordenador-geral do Comitê, Paulo Boamar, o consumidor não pode ser apenas atraído pelo baixo preço do produto. ''O combustível caro é um indicativo de que não é adulterado'', explicou.
Outra dica é ficar atento à quilometragem do veículo. ''O carro que usa combustível adulterado roda menos, então, é preciso contar o quanto você gasta. É necessário acompanhar o rendimento do automóvel'', explicou. Em média, no tanque do carro com motor 1.0 cabe 50 litros. De acordo com o Comitê, a média, então, normal, é de 12 km/litro de gasolina.
''É importante também sempre pedir a nota fiscal para poder cobrar'', afirmou Boamar. Ele disse ainda que todo consumidor tem o direito de pedir para o posto que faça o teste do teor alcóolico.
De acordo com ao Comitê, o consumidor pode pedir para um funcionário do posto colocar 50 milímetros da gasolina em uma proveta de 100 milímetros com tampa. Em seguida, ele deve colocar 50 milímetros de água destilada e virar a proveta de cabeça para baixo de três a quatro vezes. Esse processo permite ver quanto de álcool anidro há na gasolina. O álcool e a água devem ficar no fundo da proveta, aumentando o volume. A proveta marcada com centímetros já poderá indicar a quantidade. O álcool e a água devem ficar em 62 centímetros. Caso fique fora das medidas, há indício de que o combustível pode ter sido adulterado, de acordo com o Comitê. (D.R.)

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