Combustíveis terão reajuste de até 10,2% na terça-feira
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sexta-feira, 13 de dezembro de 1996
Agência Folha 
BRASÍLIA - Os combustíveis terão aumento de preço a partir da próxima terça-feira. Nos locais onde os preços estão liberados, a gasolina e o álcool devem subir até 10,2%, segundo estimativa do governo. Apesar de liberados, esses preços ainda são vigiados pelo governo. Os aumentos têm que ser justificados. O que a área econômica fez ontem foi permitir reajustes considerados necessários.
A liberação de preços vale para a maior parte do território nacional, à exceção de regiões Norte e Nordeste. Nos locais onde o preço da gasolina ainda está tabelado, o aumento vai variar de 10,26% a 22,29% Essa situação se repete nos locais onde o preço do álcool hidratado - aquele usado pelos veículos - está tabelado. O reajuste vai variar de 13,5% a 32,5%.
O diesel continua tabelado em todo o País, mas terá reajustes entre 8,83% e 18,06%. Com os reajustes, o governo anunciou ontem medidas para reduzir o subsídio ao álcool combustível e ampliou a área geográfica com preços liberados para gasolina e álcool hidratado.
As medidas foram anunciadas ontem à tarde pelo secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Bolívar Moura Rocha, e pelo diretor do DNC (Departamento Nacional de Combustíveis), Ricardo Pinheiro.
O preço da gasolina vai subir porque, segundo o governo, aumentaram as despesas com importação de petróleo devido à elevação de 44% no preço do barril nos últimos quatro meses e ao aumento do consumo do produto no País.
Outros motivos foram a redução do subsídio ao álcool anidro - que é misturado na proporção de 22% para produzir a gasolina comum - e o repasse ao consumidor de parte do subsídio ao frete. Dados divulgados mostram que o DNC repassava mensalmente R$ 1,8 milhão às distribuidoras como frete de transferência e entrega de gasolina. Agora, esse subsídio será reduzido para R$ 600 milhões ao mês. No caso do álcool hidratado, o aumento de preço acontece devido ao repasse para o consumidor de parte do subsídio do frete rodoviário e ferroviário.
O consumo de gasolina cresceu 17,93% entre janeiro e setembro deste ano, comparado com o mesmo período do ano passado. No caso do diesel, o aumento de consumo foi de 5,02% no mesmo período.


