Os técnicos do governo que estão analisando o reajuste dos combustíveis estimam que o aumento deverá ser superior aos 5% projetados pelo Banco Central (BC) no cenário que traçou para a inflação deste ano. De acordo com os estudos que estão sendo feitos, esse porcentual não é suficiente para que o governo alcance um superávit de R$ 6,5 bilhões na conta petróleo, onde são contabilizados os subsídios aos combustíveis e derivados, como projetado no Orçamento de 2001. O superávit de R$ 800 milhões, que estava estimado para a conta petróleo este ano, também não será alcançado. Novembro é a data mais provável para o anúncio do terceiro reajuste no ano.
De acordo com uma fonte da equipe econômica, o porcentual de aumento ainda não está definido, mas deverá ser maior que 5% porque, quando o BC fez a projeção desse reajuste, estava considerando o preço do barril do petróleo próximo a US$ 28. Como desde então as cotações têm apenas subido, o valor não é mais a melhor referência. Ontem os preços caíram no mercado norte-americano, fechando em US$ 33,37 o barril, com queda de US$ 0,39.

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