Combustíveis podem ter novo reajuste
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sábado, 25 de fevereiro de 2012
Irany Tereza, Sabrina Valle e Sergio Torres <br> Agência Estado 
Rio de Janeiro - A firmeza de Maria das Graças Foster não deixa dúvida: a presidente da Petrobras considera necessário adequar o preço dos combustíveis vendidos na refinaria ao novo padrão de preço do petróleo, câmbio e consumo. O aumento de novembro, de 10% na gasolina e 2% no diesel - que foi absorvido pela redução de tributos e não chegou ao consumidor final - apenas ''suavizou a barriga'' da distorção. Um novo reajuste está a caminho.
''Se você me pergunta: é para corrigir preço? É lógico que é para corrigir preço. Não faz sentido imaginar que quem vende não repasse ao mercado as suas vantagens e as suas desvantagens'', declara Graça.
Há 11 dias no cargo, a executiva já teve tempo para convocar três reuniões com dirigentes da Sete Brasil - empresa que fornecerá sondas para a Petrobras - e agendado mais uma para a semana que vem. Ela cobra a produção das sondas de perfuração encomendadas pela companhia. ''Não trabalhamos com perspectiva de atraso'', afirma Graça. Neste ponto, ela destaca a diferença de estilos que vai marcar a nova fase da Petrobras. ''Tem de pegar em cima. Conhece mosca de boi?'', diz.
Depende disso e das novas refinarias a consumação da autossuficiência brasileira, explica. Sem as sondas operando no prazo estipulado, a empresa não consegue atingir as metas de produção, como ocorreu nos últimos três anos. Sem mais capacidade de refino, a Petrobras é obrigada a importar gasolina para atender ao aumento do consumo. O Brasil, então, não é autossuficiente? ''Não está porque tomamos a decisão tardia de fazer crescer o nosso parque de refino'', fala Graça, sem constrangimentos.


