Curitiba - O preço dos combustíveis está mais caro em Curitiba. O preço do litro da gasolina passou de R$ 2,39 para R$ 2,49 em grande parte dos postos da Capital, o que representa um aumento de 4,18% por litro. Já o litro do álcool passou de R$ 1,39 para R$ 1,49, ou seja, um aumento de 7,19%. O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Paraná (Sindicombustíveis-PR), Roberto Fregonese, disse que o aumento foi provocado pelo repasse de custos das distribuidoras.
''As oscilações (de preço) são a coisa mais normal do mundo em Curitiba. Não existe nenhum milagre no setor, que trabalha sempre com a corda no pescoço'', disse. Segundo ele, a queda no valor do barril de petróleo não traz reflexos para o consumidor final. Fregonese explicou que os preços do petróleo no mercado internacional não são adotados no Brasil por opção do atual governo federal. ''A Petrobras é uma empresa estatal e o governo optou por este tipo de política'', disse. Ele destacou que se o Brasil acompanhasse a cotação do barril de petróleo no mercado internacional, o litro da gasolina poderia chegar a R$ 4,00 quando o barril atingiu US$ 140 há cerca de 30 dias.
Ele disse que, muitas vezes, o preço do álcool vem com atraso para os postos. Fregonese explicou que há distribuidoras que compram o produto para vender na semana seguinte e outras que compram agora para vender daqui dois meses. ''Os aumentos acontecem em função das distribuidoras. Não há variação no varejo se não tiver variação no atacado'', destacou.
No Posto Cabral que opera com bandeira Petrobras no bairro Juvevê, em Curitiba, a gasolina passou de R$ 2,39 para R$ 2,49 e o álcool de R$ 1,45 para R$ 1,49. ''As distribuidoras aumentaram o preço'', disse o funcionário José Antônio Alves.
Em outro posto de bandeira branca no bairro Parolin, a gasolina passou de R$ 2,25 para R$ 2,35. O álcool ainda era vendido por R$ 1,34 ontem.
O levantamento da ANP, aponta que o preço médio da gasolina era de R$ 2,41 na semana passada e variava de R$ 2,23 a R$ 2,49. O álcool era vendido por um preço médio de R$ 1,44, variando de R$ 1,25 a R$ 1,59. No caso do álcool, o preço médio nas distribuidoras passou de R$ 1,22 para R$ 1,24. Na gasolina, o preço médio nas distribuidoras ficou estável em R$ 2,14.
Outra cidade que teve aumento de preço foi Cascavel. Segundo o levantamento semanal de preços da Agência Nacional de Petróleo (ANP), o preço médio do litro da gasolina passou de R$ 2,45 na semana de 19 a 25 de outubro para R$ 2,49 na semana passada. O litro do álcool aumentou de R$ 1,45 para R$ 1,48 no mesmo período. Fregonese explica que, em Cascavel, também houve aumento de preços por parte das distribuidoras.
Em Londrina, os preços permaneceram estáveis. O álcool é vendido a um preço médio de R$ 1,47 e a gasolina a R$ 2,46. Segundo dados da ANP, os valores têm se mantido estáveis nas quatro últimas semanas neste município.
O sindicalista explicou que a situação dos preços dos combustíveis pode ficar ainda pior do que no restante do País. Isso por conta de um projeto que trâmita na Assembléia Legislativa. O objetivo é aumentar a alíquota do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Caso o projeto seja aprovado, o consumidor poderá pagar até 10 centavos a mais por litro de gasolina.
Hoje, os postos pagam R$ 0,87 de ICMS por litro de gasolina. Com o aumento da alíquota de 26% para 28%, o peso do tributo sobre a gasolina seria de R$ 0,96. Fregonese lembrou que este combustível tem uma incidência de R$ 0,44 de impostos federais e R$ 0,87 de ICMS.

mockup