Combustíveis ficam mais caros no Paraná
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terça-feira, 10 de abril de 2007
Andréa Bertoldi<br>Equipe da Folha 
Curitiba- Os combustíveis vão ficar mais caros em todo o Estado para o consumidor final. Ontem, foi fechada a negociação da data-base dos frentistas que conseguiram um reajuste salarial de 5,08%. A estimativa do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Estado do Paraná (Sindicombustíveis-PR) é que o preço do litro da gasolina, do álcool e do diesel fique cerca de R$ 0,03 mais caro para o consumidor. O aumento deve começar a chegar às bombas a partir do dia 20 deste mês, quando é pago o adiantamento de salário dos trabalhadores. Mas, o reflexo maior nas bombas é previsto para o início de maio. Essa será a segunda vez que os combustíveis vão subir no mesmo mês. A última elevação foi registrada na Semana Santa, antes da Páscoa.
A negociação para chegar ao acordo foi longa e durou 40 dias e envolveu os sindicatos dos trabalhadores de Curitiba e Região Metropolitana, Foz do Iguaçu, Cascavel, Ponta Grossa e Londrina. A pauta inicial dos frentistas reivindicava um aumento de 12%. Além do reajuste salarial, os trabalhadores conseguiram um aumento de 8,33% no tíquete refeição (R$ 6 para R$ 6,50) e aumento do seguro de vida.
''O acordo não foi o que nós queríamos mas, foi o possível diante do que o mercado de trabalho está apresentando'', disse o presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Derivados de Petróleo do Estado do Paraná, Renato Bartnack. A negociação vai beneficiar 20 mil trabalhadores no Estado. Antes do reajuste salarial, o piso da categoria era de R$ 485, com o adicional de periculosidade ficava em R$ 630,50.
Segundo Fregonese, cada frentista custa, por mês, R$ 1.287,46 (com encargos trabalhistas). Um posto vende, em média, 145 mil litros por mês. É necessário que um posto venda 8.500 litros para pagar o salário de cada frentista. Ele explicou que os salários representam até 66% dos custos dos postos que vendem, em média, 123 mil litros por mês no Paraná. ''Vamos ter que ver o impacto que vai dar na folha de pagamento de cada posto'', disse.
''A tendência é ter reflexos nos preços da gasolina e do álcool'', disse Bartnack. A partir do próximo ano, a data-base da categoria será negociada em 1º de maio. O presidente do sindicato dos trabalhadores explicou que o carnaval que ocorre em fevereiro sempre acaba atrasando as negociações. Por isso, a data foi transferida.
O economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Sandro Silva, disse que, desde outubro, os postos estão praticando margem de lucro bem acima do normal que seria R$ 0,10 por litro em Curitiba. A margem começou a cair só a partir do mês passado. Na semana passada, o litro do produto custava, em média, R$ 2,32 na Capital, com margem de lucro dos postos em R$ 0,18 o que equivale a 8,57%. Na distribuidora, o preço médio era de R$ 2,13.


