Combustíveis ficam mais caros na 2ª
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terça-feira, 11 de novembro de 1997
Agência Folha Brasília 
O pacote fiscal editado ontem pelo governo inclui um aumento de cerca de 6,3% na gasolina. Os demais combustíveis - como álcool, óleo diesel e gás de cozinha - devem sofrer aumentos diferenciados, em índices a partir de 3%. Os reajustes começam a valer nas refinarias a partir da 0h da próxima segunda-feira, e o repasse ao consumidor só deve ocorrer depois. O aumento dos combustíveis vai ter impacto de 0,21% no Índice de Preços ao Consumidor da Fipe (leia na página 5).
A equipe econômica anunciou ainda que outras tarifas devem sofrer reajustes nos próximos meses, como forma de arrecadar mais impostos e aumentar dividendos que as estatais pagam ao governo. O governo não definiu com exatidão os novos preços que os consumidores vão pagar pelos combustíveis. Eles serão diferentes em cada região do País, de acordo com corte de subsídios.
Assim, em São Paulo o preço da gasolina ao consumidor deve subir até 6,3%, como resultado de um aumento de 9% às refinarias. Como o preço de revenda é livre, esse índice poderá ser menor, caso os revendedores decidam absorver parte do aumento - ou maior, caso ampliem suas margens. Em algumas regiões, o aumento da gasolina deve ser maior que 6,3%. É que o governo está cortando subsídios ao frete da gasolina.
Também estão sendo eliminados subsídios ao álcool anidro - que é misturado à gasolina - em várias partes do País. Isso poderá provocar aumento adicional de 0,1% a 3,7% no preço da gasolina. Em São Paulo, o gás de cozinha deve sofrer aumento de 5,09%, no posto de distribuição. No Rio de Janeiro, o índice deve ficar em 4,95%. Nas demais regiões do País, o gás de cozinha também sofrerá aumentos diferenciados, devido a corte de subsídios ao frete. O menor, de 3,1%, vai ocorrer em Boa Vista (RR). O maior será de 5,2%, em São Luís (MA). O governo autorizou ainda aumento de 5,12% no óleo diesel nas refinarias, o que deve provocar um impacto médio de 3,5% ao consumidor.
A equipe econômica afirma que o aumento dos combustíveis vai ser temporário, mas não fixou prazo para os preços recuarem. Outras tarifas públicas, como telefones e energia elétrica, também devem subir. A equipe econômica ainda não definiu os percentuais. O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Pedro Parente, disse que será respeitado o princípio de anualidade - ou seja, um novo aumento não vai ocorrer antes de 12 meses do anterior. As tarifas de energia elétrica não sobem antes de abril.


