Curitiba - O aumento dos preços do álcool e da gasolina e das tarifas de energia elétrica e telefonia puxaram um crescimento de 1,97% nos preços administrados por contrato e monitorados em Curitiba no mês de julho, na comparação com junho. A pesquisa foi divulgada ontem pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) e pelo Sindicato dos Engenheiros do Paraná (Senge-PR).
No estudo, foram pesquisados os preços de energia elétrica residencial, gás de cozinha, combustíveis, transporte coletivo, quilômetro rodado de táxi, telefonia, água e esgoto, correio e pedágio. ''Os preços da gasolina e do álcool aumentaram devido à variação do preço nas distribuidoras e ao crescimento da margem de lucro dos postos'', comentou Sandro Silva, técnico do Dieese.
A pesquisa apontou que o preço da gasolina aumentou 7,26% nos postos, enquanto nas distribuidoras o crescimento foi de 3,91%. A margem de lucro dos postos saltou de 17 para 25 centavos por litro. Quanto ao álcool, o preço cresceu 13,10% para o consumidor; nas distribuidoras, o aumento foi de 8,65%. A margem de lucro dos postos subiu de 16 para 22 centavos por litro.
Já a tarifa de energia elétrica aumentou 5,91% em julho, devido à alteração nas alíquotas do Pis e Cofins. Na telefonia fixa, houve crescimento de 6,80% no valor da assinatura residencial e 6,81% no valor do pulso local, aumentos puxados pelo reajuste autorizado pela Agência Nacional de Telefonia (Anatel). A variação dos preços administrados por contrato foi aliviada pela diminuição da tarifa do transporte coletivo (de R$ 1,90 para R$ 1,80) e por uma redução de 12,6% no valor do seguro apagão da energia elétrica residencial.
''Nos últimos dez anos as tarifas dos serviços públicos aumentaram mais do que a inflação em todo o Brasil'', afirmou Ulisses Kaniak, presidente do Senge-PR. ''Em 1994, os gastos com estes serviços representavam 16% do total de despesas de uma família. Atualmente, representam 32%'', disse Silva.

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