Neste ano, de acordo com o economista-chefe do Banco ABC Brasil, Luís Otavio de Souza Leal, houve uma mudança de padrão no varejo, especialmente para o setor supermercadista. As vendas do segmento teriam sido impulsionadas no primeiro semestre pelo impacto positivo do aumento do salário mínimo, que teve reajuste de 14% em termos nominais e de 7,5% em termos reais. ''Mas este impacto foi perdendo força dentro do próprio primeiro semestre'', afirmou Leal.
Uma combinação de fatores contribuirá para as vendas do varejo em geral melhorarem no segundo semestre em comparação ao primeiro, comentou o economista. Os produtos da linha branca, por exemplo, deverão continuar crescendo com o estímulo da prorrogação da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) até o fim de agosto. Já o IPI reduzido para móveis acaba só no fim de setembro.
Outros pontos como a desaceleração nas vendas de bens não duráveis e a aceleração da oferta de crédito, sobretudo no quarto trimestre, também irão auxiliar os setores. ''Soma-se a isso a permanência da expansão da renda, a uma taxa de 6,5% ao ano, e as reduções de juros e do spread bancário. Tudo isso contribuirá para desarrochar o comprometimento da renda das famílias'', avaliou Leal. Ainda dentro de sua avaliação, com a inadimplência em queda, os bancos começarão a liberar mais crédito.

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