Se existe uma mistura explosiva na balada é a de álcool com energéticos. Elas são mais utilizados pela moçada para aumentar a resistência e enganar a embriaguez. O comerciante João Henrique Oliveira mistura uma lata de energético à sua dose de whisky, para ''melhorar o sabor da bebida''. Outra forma de consumo adotada por ele é após beber algumas cervejas a mais, quando está afim de ''prolongar'' uma noitada. ''Ele dá mais resistência'', definiu.
De acordo com a nutricionista Katia Tookuni, quando misturados às bebidas alcoólicas reduzem a percepção da incapacitação de quem consumiu. Por causa da taurina, substância responsável por inibir a ação do álcool, o consumo desmedido não afeta momentaneamente o organismo fato que a longo prazo será prejudicial.
Porém, a combinação pode amenizar a sensação de cansaço e sonolência, mas não reduz os efeitos da perda da coordenação motora característica da embriaguez. ''Com isso, a pessoa não percebe e na hora de tomar decisões apresenta reações mais lentas'', explica.
Kátia cita um estudo publicado em 2004, por pesquisadores da Universidade Federal do Estado de São Paulo, que discute o consumo da combinação energéticos/bebida alcoólica. A pesquisa diagnosticou que as pessoas que não têm o hábito de consumir bebidas destiladas, como vodka e whisky, bebem mais quando associadas aos energéticos, pois o sabor agradável induz à ingestão em grande quantidade.
''Além disso, muitos consumidores relatam que o aumento do prazer e do efeito do álcool serve como estimulo ao consumir com maior frequência. No entanto, sem perceber, perdem a capacidade de coordenação motora e de ação e reação sendo uma causa comum de acidentes. Por isso, é importante tomar muito cuidado para não exagerar na dose'', aconselha Tookuni. (R.O.)

mockup