Combate da crise por setor divide opiniões
O membro no Conselho de Desenvolvimento Econômico, Germano Rigotto, defende a adoção da política do Governo Federal de salvar a economia de maneira setorizada. Segundo ele, desonerações como a do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para o setor automobilístico devem acontecer cada vez mais. Já o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Rodrigo Rocha Loures, entende que uma ação mais generalizada sobre a economia brasileira seria a melhor saída para o enfrentamento da crise atual.
Loures defende uma queda para 6% na taxa Selic. Já Rigotto, que também é ex-governador do Rio Grande do Sul, defende uma redução menor, da ordem de 9%. O membro do Conselho de Desenvolvimento ponderou, por exemplo, que se o IPI tirou dinheiro do Fundo de Participação dos Municípios e do Fundo de Participação dos Estados, por outro lado manteve o setor metalúrgico produzindo e mantendo seus empregos, diretos e indiretos. ''Estados, municípios e o Governo Federal terão que dar sua parcela de sacrifício no combate à crise'', sinaliza.
Rigotto argumenta que a crise chegou depois ao Brasil, quando várias economias do mundo já estavam desde outubro do ano passado em recessão. Segundo ele, por este motivo as medidas contra crise estão sendo consideradas tardias para alguns setores da economia. Para o presidente da Fiep, o governo tem atuado de maneira reativa e tardia, esperando algo acontecer, para depois enfrentar os efeitos da crise.
Loures, entretanto, argumenta que os autores econômicos do mundo todo estão esperando os ajustes da economia americana. ''Ela (economia dos EUA) é a locomotiva da economia mundial'', diz, ao explicar que a partir do ajustamento americano, os vagões que são os outros países irão se acertar economicamente (E.P.F.).





