Combate à pobreza é compatível com superávit, diz Bird
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quinta-feira, 10 de abril de 2003
Fábio Alves<br> Agência Estado 
Washington O presidente do Banco Mundial (Bird), James Wolfensohn, disse ontem que é possível combater a pobreza no Brasil ao mesmo tempo que se estabelece a meta de superávit primário fiscal de 4,25% do Produto Interno Bruto (PIB) acordada com o Fundo Monetário Internacional (FMI). ''A razão pela qual o governo Lula está perseguindo um caminho de responsabilidade fiscal é porque o governo reconhece que com responsabilidade fiscal pode obter acesso aos mercados de capitais internacionais e, portanto, reduzir o custo de captação de recursos'', afirmou Wolfensohn.
Ele lembrou que, desde que Lula assumiu o governo, os ''spreads'' da dívida brasileira caíram significativamente. ''O custo de captação do Brasil já diminuiu mais de 10%, ou seja, mais de 1.000 pontos-base'', salientou o presidente do Bird. ''A razão para perseguir responsabilidade fiscal é ter acesso a mercados e baixar custos de se tomar empréstimos e não para atender a uma posição caprichosa dos organismos financeiros internacionais.''
Contudo, ele disse que o fato encorajador sobre o Brasil neste momento é que o País está procurando construir um consenso social. ''A grande questão do consenso social é algo muito inteligente e saudável. Acho que o mundo inteiro precisa dar apoio ao Brasil porque o que vocês estão tentando fazer é confrontar a injustiça social. Vocês têm todas as chances de sucesso e estou muito impressionado.''


