Combate à aftosa continua com greve de fiscais
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 07 de novembro de 2005
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Fiscais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento iniciam hoje em todo o Brasil uma paralisação de alerta por uma semana. Os fiscais são os principais responsáveis pela análise da entrada de produtos de origem animal em portos, aeroportos e fronteiras. Eles ainda são chamados para fazer a inspeção da produção de carnes e derivados. A greve acontece exatamente no momento em que o Paraná intensifica as ações de combate à febre aftosa com a segunda etapa da vacinação do gado bovino, 30 barreiras sanitárias fixas para impedir entrada de carne de outros estados no Paraná e outras 20 barreiras volantes para circular pelas fazendas consideradas como possíveis focos de aftosa dentro do Estado.
Um dos integrantes do comando de greve no Paraná, Alexandre Bastos, garante que a paralisação dos fiscais federais agropecuários não irá comprometer os serviços essenciais de controle de zoonoses como febre aftosa e gripe aviária. Todos os fiscais que atuam em barreiras sanitárias segundo ele permanecerão trabalhando normalmente. Em alguns pontos, as barreiras poderão ser reforçadas. ''Nosso objetivo não é o de comprometer nenhum serviço. A greve é pela necessidade de fortalecer o Ministério da Agricultura. O que pode acontecer é o prejuízo de ações não consideradas essenciais como a liberação para exportações e abate de animais'', explicou Bastos.
Mesmo assim, a Delegacia Federal no Paraná está estudando um plano emergencial para evitar que as ações de defesa sanitária fiquem enfraquecidas durante a semana da paralisação. Em todo o Paraná são 230 servidores federais do Ministério da Agricultura. Um dos pontos mais críticos de atuação dos fiscais durante o combate à aftosa é na Ponte Ayrton Senna, entre o Paraná e o Mato Grosso do Sul. Dois pontos de balsa no lago de Itaipu (em Guaíra e em Santa Helena) também são considerados essenciais.
Os funcionários públicos federais reivindicam a realização de concurso público (criando mais 2,3 mil vagas); criação de uma escola permanente de capacitação; plano de cargos, carreiras e salários; e destinação de recursos para a atividade de combate às doenças animais e pragas vegetais.


