Comando do movimento ameaça radicalizar
Curitiba De acordo com o comando de greve, o movimento vai endurecer ainda mais esta semana no Porto de Paranaguá. Até a semana passada, eles estavam em operação-padrão, quando parte das cargas ainda eram liberadas.
O presidente do Instituto Centro de Comércio Exterior do Paraná (Cexpar), Zulfiro Bózio, disse que nenhuma das 52 empresas filiadas ao órgão teve problemas para exportar ou importar mercadorias. De acordo com o empresário, o Cexpar tem uma parceria com a superintendência da Receita Federal do Paraná e Santa Catarina em que as cargas das empresas filiadas são liberadas.
Os responsáveis pelo comando de greve informaram que a partir desta semana, o escoamento dessas cargas também vai ser paralisado porque parceria como a do Cexpar com a Receita não serão respeitados. Outros privilégios como os das grandes empresas automotivas, por exemplo, também não serão atendidos, avisa o comando de greve. As empresas automotivas importam pela linha azul, que determina um prazo máximo de seis horas para liberação das cargas.
No Porto de Paranaguá, o diretor empresarial Orsival Francisco disse que não houve prejuízos às empresas e que, ao contrário do que se esperava, muitas delas recorreram ao porto paranaense em função da radicalização do movimento nos portos de Santos (SP) e Itajaí (SC). Francisco disse que a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA) vai rever estratégias caso o movimento grevista seja intensificado esta semana.
Segundo Francisco, a exportação de grãos não foi prejudicada, porque 70% dessas cargas são escoados sem a verificação dos auditores da Receita. ''Só depois de embarcadas é que a documentação é encaminhada para a Receita Federal em Paranaguá'', informou.





