Coma com moderação
O consumo de doces precisa ser controlado para não trazer problemas de saúde no futuro como obesidade, diabetes, hipertensão e colesterol elevado. A nutricionista Jeninez Rezende das Chagas Duarte disse que uma das saídas para consumir uma quantidade menor de doces é usar a stevia, um adoçante natural. O ideal é não ultrapassar em açúcar a quantidade de até 10% da ingestão calórica. Em uma dieta de 2.000 Kcal, o consumo não deve exceder 200 Kcal, o equivalente a duas colheres de sopa.
''O adulto é o espelho para a criança e, se come muitos doces, não pode dar o exemplo'', destacou. A ideia é não ter doces na despensa de casa e, caso a pessoa armazene esses produtos, deve determinar apenas alguns dias da semana para consumi-los. ''Não aconselho ingerir doces todos os dias'', disse.
Só para citar alguns exemplos, uma bala de goma tem 11 Kcal, dois pés-de-moleque contêm 200 Kcal, uma bala simples possui 20 Kcal e duas paçocas trazem 200 Kcal.
A estudante Letícia Ramalho Oliveira disse que costuma comer chocolate uma vez por semana, mas saboreia balas todo dia. ''Eu como quando tenho vontade'', contou.
A gerente da loja de doces Comercial Yudi, Nizair Aparecida do Vale, conta que os produtos que mais vendem são o Top Bel e a teta Bel de maria-mole cobertos com chocolate a R$ 0,40 cada um. A loja que fica no Mercado Municipal de Curitiba, também comercializa muito as balas de gelatina que saem por R$ 30 o quilo. ''Vendo muito marshmallow'', contou. O público é bem variado e formado por adolescentes, jovens e terceira idade. Os doces mais tradicionais como suspiro, paçoca e de abóbora em formato de coração vendem muito.
Nos shoppings centers é muito comum ter lojas e quiosques com doces vendidos em buffet, principalmente, com balas de gelatina e chocolates. Na B & C Bomboniere do ParkShoppingBarigui, os produtos custam, em média, R$ 55 o quilo. Segundo a gerente da loja, Magali Kuwaki, a maior parte dos clientes é de adultos e o gasto por pessoa fica entre R$ 10 e R$ 20.
A vendedora Karina Manenti acaba comprando doces toda vez que vai ao shopping com a filha Malu de 2,4 anos. ''O controle do doce vai no tamanho da vontade'', brincou. (A.B.)





