A história da Hydronorth pode ser dividida, como diz seu fundador, o empresário Amado Góis, em dois tempos, ''como um jogo de futebol''. A segunda etapa iniciou em 2007, quando aos poucos Amado foi deixando a presidência para seu filho, Matheus Góis. Com uma gestão extremamente profissional, o novo presidente assumiu a empresa que passava por um momento de resultados estagnados. Em cinco anos, o sucessor, com o suporte de seu pai e outros dois conselheiros, dobrou o faturamento, a clientela e a produção, saltando de 4,1 milhões de litros vendidos em 2007, projetando atingir 9,5 milhões no final deste ano.
Matheus brinca que é como se a Hydronorth tivesse ''ido para o divã fazer uma terapia organizacional''. As mudanças envolveram troca de diversos diretores com o intuito de profissionalizar ainda mais a empresa: uma evolução de mentalidade. ''Chegou um momento que as vendas começaram a estagnar, por isso demos um foco maior aos resultados. Foi uma época bastante turbulenta, que chegaram executivos com novos valores, um choque de culturas. Mas foi um momento de aprendizado que valeu a pena'', avalia o jovem empresário.
Matheus comenta ainda que um dos grandes desafios da sua gestão é conseguir associar os bons números com os valores humanos - de proximidade com os funcionários - algo que seu pai sempre pregou. ''Os resultados têm que aparecer, mas sem esquecer aquilo que nos trouxe até aqui, a valorização das pessoas, a simplicidade no trato, tudo isso é fundamental'', relata.
Como Amado vislumbrou nos anos 1980, Matheus também acha que a Hydronorth deve focar em projetos inovadores. Ele avalia que a empresa tem um ''DNA de resina'', um nicho menor comparado ao mercado de tintas. ''O mercado de tintas não vamos dominar mais, portanto nossos lançamentos estão voltados para produtos diferenciados. Ano passado lançamos uma linha de tintas sustentáveis. Agora estamos trabalhando em uma nova resina para vidros e outro produto para superfícies internas'', exemplifica.
Agora, como ''cartola do time'', Amado Góis se diverte dizendo que já fez a entrega oficial da empresa para Matheus ''umas dez vezes'', mas que é uma perda natural que tem que acontecer. ''2007 foi nosso ano chave, no intervalo do jogo, quando trocamos do goleiro ao ponta esquerda. Hoje a empresa tem os conselheiros, uma governança, o que traz uma segurança para o Matheus nestes primeiros minutos do segundo tempo'', completa. (V.L.)

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