Com retomada do crescimento, indústria estará preparada
Fala é de Carlos Walter Martins Pedro, vice-presidente da Fiep e presidente do Sindimetal de Maringá; para ele, indústria brasileira tem boa capacidade de resposta aos estímulos da economia
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sábado, 13 de julho de 2019
Fala é de Carlos Walter Martins Pedro, vice-presidente da Fiep e presidente do Sindimetal de Maringá; para ele, indústria brasileira tem boa capacidade de resposta aos estímulos da economia
Mie Francine Chiba - Grupo Folha 
“É só o mercado começar a demandar, reagir, que a indústria tem capacidade de responder.” A fala é de Carlos Walter Martins Pedro, vice-presidente da Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná), presidente do Sindimetal (Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico) de Maringá e candidato a presidente da Fiep, que esteve na FOLHA nesta sexta-feira (12) em visita ao superintendente José Nicolás Mejía.

Embora muito da capacidade produtiva do País esteja ociosa, quando o crescimento for retomado, a indústria estará preparada, diz Pedro. “Temos uma capacidade de resposta muito boa.” A Reforma da Previdência é vista pelo vice-presidente da Fiep de forma positiva, pois deverá colocar as contas públicas nos eixos e oferecer à indústria o ânimo necessário para o retorno dos investimentos. Na sua opinião, o acordo entre Mercosul e União Europeia também deverá abrir espaço para o mercado brasileiro em diversos segmentos da indústria.
O Brasil é o quinto maior mercado do mundo, que tem duas características muito positivas, comenta o industrial. “Temos muita necessidade de produzir e de consumir.” Mas a indústria brasileira sofre com a concorrência internacional e com os altos custos tributários, que encarecem o produto nacional. A pauta de exportações brasileira é dominada pela agricultura e pela mineração, e a exportação de produtos industrializados é bastante reduzida.
A atualização do aprendizado na indústria, aliada à atualização tecnológica dos projetos de desenvolvimento industrial, é uma das pautas prioritárias do candidato à presidência da Fiep. Para isso, o Sistema Fiep, formado também pelo Sesi (Serviço Social da Indústria), pelo Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) e pelo IEL (Instituto Euvaldo Lodi) tem grande relevância e é inovador, pois foi criado e custeado pela própria indústria. “Treinar a indústria é caro, é preciso ter máquina e matéria-prima. Por isso o Sistema Fiep foi criado e a inovação que tivemos no Brasil é que isso seria custeado e administrado pela indústria.”


