Com noticiário morno, bolsa recua e dólar cai
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quarta-feira, 10 de abril de 2019
Agência Estado 
Subiu
Eletrobras
Desceu
Petrobras
Ibovespa perde fôlego
por falta de fato novo
O mercado acionário brasileiro teve uma quarta-feira (10) morna, com liquidez reduzida e poucas oscilações do Índice Bovespa. Embora o noticiário tivesse sido relativamente movimentado, não houve fato que se tornasse referência para os negócios. Assim, o Ibovespa teve alta pela manhã, perdeu fôlego e fechou com recuo de 0,35%, aos 95.953,45 pontos. Os negócios somaram R$ 14,2 bilhões. Entre os destaques do dia estiveram os discursos do ministro Paulo Guedes (Economia) e do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que participaram de evento da XP Investimentos em Nova York, com a ressalva de que não trouxeram grandes novidades.
'Kit privatização' avança
depois de fala de Guedes
Os discursos da equipe econômica acabaram por favorecer ações do "kit privatização". Banco do Brasil ON fechou em alta de 0,74%, enquanto Eletrobras ON e PNB ganharam 2,01% e 3,29%, respectivamente. A exceção foi Petrobras, com quedas de 0,55% e 1,30%, no primeiro pregão após a esperada conclusão do acordo entre o governo e a estatal sobre a cessão onerosa. Pelo entendimento, a União pagará US$ 9,058 bilhões à Petrobras. O valor veio em linha com as previsões do mercado e, por isso mesmo, incentivou uma realização de lucros. O acordo já estava embutido nos preços das ações, que contabilizam ganhos superiores a 25% em 2019, mais puxados pela valorização do petróleo.
Dólar tem baixa com
inflação fraca nos EUA
O dólar fechou no menor nível em 20 dias, com queda de 0,78%, a R$ 3,8234. Operadores destacam que a fraqueza da moeda americana no exterior contribui para o recuo aqui, enquanto investidores monitoraram discursos do governo brasileiro em evento com investidores em Nova York. O ministro da Economia, Paulo Guedes, além de defender o ajuste fiscal, previu volume de arrecadação com privatizações de 20% a 40% acima da meta de US$ 20 bilhões do governo. No exterior, a divulgação de dado de inflação mais fraca nos Estados Unidos reforçaram a visão de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) não deve elevar os juros tão cedo.
Taxas de juros seguem
otimismo na política
A melhora na percepção de risco político, com a contribuição da queda do dólar, reduziu prêmios na curva de juros local, a despeito do IPCA de março em 0,75%, acima das estimativas dos analistas. Foi a maior taxa para o mês desde 2015, mas não trouxe estresse, uma vez que a pressão veio do choque de oferta de alimentos e preços administrados. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 fechou na mínima de 6,465%, de 6,490% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2021 caiu de 7,092% para 7,06%. A taxa do DI para janeiro de 2023 terminou em 8,16%, de 8,252%. O DI para janeiro de 2025 fechou em 8,67%, de 8,792%.


