Com movimento, há necessidade de mais espaço
Com mais aviões pousando em solo pé-vermelho surge a necessidade de mais espaço para guardar as aeronaves. No Aeroclube de Londrina os hangares já estão todos lotados, assim como no Aeroporto 14 Bis, que fica no distrito da Warta.
Relativamente novo, 11 anos, o 14 Bis já é preferência entre diversos empresários e produtores rurais, que veem maior agilidade em pousos e decolagens, já que no local não existem demandas geradas por operações de aviões comerciais.
Também é no local que estão sendo construídos dois condomínios aeronáuticos. Um deles, o Demoiselle, tem uma área equivalente a três hectares, dentro do espaço do aeroporto, e foi fruto da parceria entre 24 pessoas.
Já o outro pode expandir ainda mais as possibilidades comerciais e de operações do 14 Bis. É o Aeroville, um espaço ao lado do aeroporto que será interligado por uma pista auxiliar. Construído em uma área total de, aproximadamente, 50 mil metros quadrados o condomínio terá 113 hangares, cada um com cerca de 200 metros quadrados.
A construção, que começou ano passado tem previsão para ser concluída em julho deste ano, segundo o engenheiro coordenador da obra Gustavo de Sá Pereira. "70% dos lotes já estão vendidos, o que foi uma grande surpresa para nós. Em torno de 30% dos compradores são pessoas que decidiram entrar na aviação recentemente", destaca Pereira.
Para o engenheiro, o sucesso do condomínio que ainda nem terminou de ser construído é reflexo do potencial londrinense para os negócios e do mercado aquecido de aeronaves particulares. "Hoje a aviação é mais uma questão de necessidade do que luxo. E em Londrina existe uma demanda grande por serviços aeronáuticos", analisa.
No próprio 14 Bis, por exemplo, já estão instaladas duas escolas de aviação e uma oficina. A frequência de pousos e decolagens é grande e com os condomínios o movimento no aeroporto deve ser ainda maior. "Isso aí não para. Atualmente são cerca de sete ou oito pousos e decolagens por dia, tirando as operações das escolas, que são ainda mais frequentes. A hora que tiver mais hangares, então, vai ser ainda mais", afirma um dos sócios proprietários do aeroporto, Antônio Vidotti Netto. (J.F.)





