Com mau humor global e Vale, Ibovespa fecha em baixa de 2,29%
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terça-feira, 29 de janeiro de 2019
Agência Estado 
Sobe
Sabesp
desce
Vale ON
Com mau humor global e Vale,
Ibovespa fecha em baixa de 2,29%
Papéis dos bancos ajudaram
a segurar movimento baixista
Em um dia de mau humor global pela perspectiva de maior desaceleração econômica, o forte recuo das ações da Vale por causa do acidente em Brumadinho (MG) consolidou o peso negativo sobre o Ibovespa, que despencou 2,2 mil pontos desde a abertura nesta segunda-feira (28). As perdas só não foram maiores porque, durante a tarde, a força dos papéis dos bancos, que têm peso relevante na carteira, amparou o movimento baixista e ajudou o principal índice do mercado acionário local a defender a marca dos 95 mil pontos. O Ibovespa fechou a sessão de negócios em queda de 2,29%, aos 95 443,88 pontos, mas entra na última semana de janeiro ainda acumulando rendimentos de 8,60% em 2019.
Ações da Petrobras espelharam
desvalorização do petróleo
Vale ON fechou em queda de 24,52% enquanto Bradespar PN, empresa do Bradesco que tem como maior participação papéis da mineradora, recuou 24,49%. Durante a sessão, também contribuiu para ampliar as ordens de venda dos investidores, as quedas dos papéis da Petrobras, que espelharam a desvalorização em torno de 3% do petróleo no mercado internacional. As ações ordinárias da petroleira encerraram em queda de 3,53% e as preferenciais, de 3,01%. Pelo lado positivo, as ações da Sabesp encerraram o dia em alta de 1,41% no pregão. O secretário de Fazenda do Estado de São Paulo, o ex-ministro Henrique Meirelles, reafirmou a intenção de fazer uma entrada de capital privado na empresa.
Dólar tem dia volátil, mas
fecha com alta de 0,14%
O dólar teve um dia volátil, mas acabou engatando nova alta, e terminou a sessão desta segunda-feira em R$ 3,7678 (+0,14%). O câmbio foi influenciado principalmente pelo comportamento da moeda americana no exterior, que se fortaleceu pela manhã, em meio a renovadas preocupações com os rumos da China, dos Estados Unidos e da economia mundial. Na parte da tarde, a alta do dólar lá fora perdeu força, após revisão para baixo nas projeções de crescimento da maior economia do mundo, mas a moeda seguiu com valorização ante divisas de emergentes, como México e Turquia, e pressionou o câmbio aqui. O estresse causado na bolsa pelo desastre em Brumadinho (MG) com o rompimento da barragem da Vale não chegou a influenciar as cotações no câmbio. O risco-país medido pelo Credit Default Swap (CDS) do Brasil ficou praticamente estável, em 171 pontos-base.
Cautela dos investidores
nos juros futuros
As taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) negociados na B3 fecharam próximas da estabilidade nos vencimentos mais curtos e com leve alta nos mais longos, em uma segunda-feira marcada pela cautela dos investidores. A expressiva queda das ações da Vale e a alta do dólar ao longo do dia favoreceram um ajuste de alta nas taxas pela manhã, que foi gradativamente neutralizado à tarde. Ao final da sessão estendida de negócios, contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2020 projetou taxa de 6,48%, ante 6,46% do ajuste de quinta-feira. O DI para janeiro de 2021 fechou com taxa de 7,22%, ante 7,20% do ajuste anterior. O vencimento de janeiro de 2023 terminou em 8,39%, ante 8,36%. Na ponta mais longa, o DI para janeiro de 2025 ficou com taxa de 8,93%, ante 8,87%.


