Com mais recursos, 3G cria novos serviços
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sexta-feira, 25 de abril de 2008
Filipe Serrano<br> Agência Estado 
São Paulo - Quando surgiram os primeiros celulares com chip - a tecnologia GSM - foi fácil entender as vantagens da mudança. Não era mais necessário habilitar linhas para telefones nas lojas. Bastava encaixar o chip num aparelho para usar o número. Com a chegada da 3G, a evolução tecnológica não fica tão clara e, por isso, é mais difícil de compreender.
Usar celular para entrar na web não é novidade, mas com a 3G a conexão é mais veloz, chega a 7 megabits por segundo (Mbps). Antes a velocidade média era de 50 kilobits por segundo, quase a mesma da internet discada. Além disso, com a 3G o custo de tráfego de dados para as operadoras cai de 40% a 60%. Essa combinação estimula uma oferta maior de serviços. Operadoras passam a investir em downloads de música, vídeos para o celular ou mesmo em ferramentas para localizar endereços e lojas.
Na prática, as tecnologias da 3G fazem a diferença para quem precisa estar conectado mesmo longe do computador. Pelo celular, ele pode receber e enviar e-mails, ver cotações da bolsa, checar sites, etc. ''A capacidade de transporte de dados em uma rede 3G é quatro a cinco vezes maior'', diz Rogério Loripe, vice-presidente de Redes da Ericsson, que instalou a tecnologia 3G para a Tim, Claro e Telemig.
Mas a nova tecnologia tem um apelo maior num mercado competitivo, como o brasileiro. ''O mercado de celulares é muito repartido entre as operadoras. Ao dedicar produtos e serviços para a terceira geração, elas conseguem roubar clientes das concorrentes'', diz Erasmo Rojas, diretor da América Latina e o Caribe da 3G Americas, associação que reúne operadoras e fabricantes de celular.
Por trás do nome 3G está uma série de tecnologias. A principal delas, adotada agora no Brasil, é a High Speed Downlink Packet Access (HSDPA) e permite acessar a web com até 7,2 Mbps. É uma versão atualizada da Universal Mobile Telecommunications System (UMTS), mais lenta, introduzida primeiro pela Europa. O Brasil pulou a UMTS e entrou direto na HSDPA.


