São Paulo - O presidente da AmBev, Carlos Brito, disse ontem, pela primeira vez, que a fusão entre a cervejaria brasileira, dona das marcas Skol, Brahma e Antarctica, com a belga Interbrew vai resultar na oferta de novas marcas de cervejas no País. A Interbrew é dona de marcas de prestígio mundial como Stella Artois e Beck's, além da mexicana Sol. Pelo acordo entre os acionistas majoritários da AmBev Jorge Paulo Lehman, Marcel Teles e Carlos Alberto Sicupira , a empresa belga assumirá o controle da companhia brasileira após a aprovação do negócio pelos órgãos federais.
Na maratona ''Gente que Vende'', promovida pela AmBev e que levou 10 mil funcionários da companhia a percorrer 35 mil estabelecimentos comerciais no País para divulgar as regras do consumo responsável de bebida alcoólica, Brito tinha, na ponta da língua, respostas para as perguntas dos comerciantes. O que o País ganha com a fusão AmBev-Interbrew? ''Novas marcas.''
O presidente da AmBev não chegou a dar importância ao fato de o Grupo Schincariol ter entrado ontem com processo criminal contra a empresa, o cantor e compositor Zeca Pagodinho, pivô da polêmica campanha de Brahma, e a agência de publicidade Africa, de Nizan Guanaes, em mais um dos intermináveis capítulos dessa novela. ''O Zeca Pagodinho sempre gostou de Brahma'', limitou-se a dizer.
Os números do Instituto AC Nielsen apontam que a AmBev cresceu um ponto porcentual de fevereiro para março, de 64% do mercado em fevereiro para 65% em março. A Brahma, com Zeca Pagodinho, passou de 17,8% para 18,3%.

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