A alta carga tributária impede o crescimento econômico do País. Essa é a avaliação do presidente da Associação Comercial e Industrial de Maringá (Acim), Carlos Tavares. ''A arrecadação de impostos deveria trazer como retorno à população a oferta de bons serviços públicos, mas não é isso que acontece. A cobrança de impostos é um dinheiro retirado da economia e se o índice fosse mais baixo certamente o PIB seria maior'', afirma.
Ele acrescenta que os investimentos são bastante sensíveis aos impostos e a sua redução poderia ser traduzida na modernização de máquinas e equipamentos do parque industrial. ''No México e na Coréia a carga tributária é de cerca de 20%; no Brasil é de 37%. Tem que haver a desoneração do setor de máquinas e equipamentos e da construção. Isso geraria mais empregos, a economia iria crescer e o governo iria arrecadar mais'', avalia.
Para o presidente da Associação Comercial e Industrial de Cascavel (Acic), Guido Bresolin Júnior, há vários anos o governo discute a redução da carga tributária, porém, sem qualquer avanço. ''Estamos em um momento bem oportuno e devemos escolher representantes conscientes, que realmente estão preocupados com a queda dos tributos para que seja feita uma reforma sustentável'', comenta. Os altos índices de impostos, segundo ele, contribui para um aumento da sonegação fiscal e empurra as empresas para a informalidade. (F.M.)

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