Com crise, 57% dos brasileiros mudam hábitos de consumo
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quarta-feira, 09 de setembro de 2015
Folhapress 
São Paulo - Mais da metade dos brasileiros (57%) alterou hábitos de consumo ou planejamento financeiro e outros 27% devem alterá-los como reação a crise econômica pela qual o Brasil está passando. Entre as mudanças mais adotadas estão pesquisar mais antes de comprar, adiar a aquisição de bens mais caros, mudança dos locais onde faz compra e redução de despesas da casa. O resultado faz parte de uma pesquisa feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) com 2.002 entrevistados de todo o País para identificar como a crise econômica afeta a vida da população. No levantamento, foram ouvidas pessoas em 141 municípios, entre os dias 18 e 21 de junho.
Na crise anterior, iniciada em 2008, o maior percentual dos que ajustaram seus hábitos foi de 30% e no máximo 27% pretendiam alterá-los. Sentindo no bolso as consequências 59% disseram ter perdido poder de compra nos últimos 12 meses -, as pessoas estão fazendo ajustes em suas vidas. O consumo de 11 entre 13 tipos de bens e serviços apresentados para avaliação dos entrevistados se reduziu nos últimos 12 meses. Os itens que apresentam maior redução são atividades de lazer, restaurantes e carne vermelha.
O estudo mostra que 16% das pessoas mudaram de residência para reduzir custos e 13% trocaram os filhos de escola privada para escola pública nos últimos 12 meses. As mulheres alteraram mais seus hábitos de consumo do que os homens. Enquanto 61% delas disseram ter mudado a rotina, 53% deles fizeram o mesmo. Elas estão poupando mais do que eles. Com medo das dificuldades futuras, 78% das mulheres garantiram que estão economizando mais, contra 72% dos homens.
A crise também deixou 76% dos brasileiros preocupados ou muito preocupados com o risco de perder o emprego ou de ter que fechar empresa da qual é sócio nos próximos 12 meses. Quanto menor a renda, maior o medo. Entre os que possuem renda familiar de até um salário mínimo, 67% estão muito preocupados. No outro extremo, entre os que possuem renda acima de cinco salários mínimos, o percentual cai para 54%.
Em setembro de 2012, 33% estavam muito preocupados com a perda do emprego, percentual que passou para 62% em junho deste ano. Um total de 44% das pessoas disse que alguém da família ficou desempregado nos últimos 12 meses. Além disso, quase metade da população (48%) buscou trabalho extra no último ano. Em setembro de 2013, o percentual era menor, de 25%. Os que possuem salários menores também são os que mais recorrem a um segundo trabalho para complementar a renda.


