sobe
Suzano ON

desce
Vale ON


Aversão ao risco ofusca
otimismo interno
A quatro dias da eleição, o cenário externo seguiu ditando o ritmo das oscilações no mercado doméstico de câmbio e o dólar à vista fechou no maior patamar dos últimos oito pregões, a R$ 3,7382, em alta de 1%, nesta quarta-feira ( 24). O noticiário político continuou no radar das mesas de operação e causou pela manhã certo mal-estar entre os agentes o aumento da rejeição de Jair Bolsonaro (PSL) na última pesquisa do Ibope, mas com as bolsas em Nova York em forte queda e a moeda americana em alta perante a maior parte das divisas dos países emergentes, o dia foi de pressão no real. A sessão desta quarta foi a segunda consecutiva em que o mercado externo mais avesso ao risco acabou ofuscando o otimismo do mercado com a possível vitória de Bolsonaro.


Tensão por pacotes suspeitos
enviados a democratas
O fato novo desta quarta-feira no mercado internacional foi a tensão gerada pelo envio de pacotes suspeitos a lideranças democratas, como Barack Obama e Hillary Clinton, a duas semanas das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. Além disso, persistem preocupações com a situação orçamentária da Itália, que corre o risco de ser rebaixada por mais agências de classificação de risco, e indicadores recentes da zona do euro também ajudam, e preocupações com o crescimento da economia mundial, à medida que grandes empresas americanas divulgam resultados trimestrais, alguns abaixo do esperado, ressalta em relatório o estrategista de câmbio do Saxo Bank, Michael O'Neill



Ibovespa fechou o dia
com queda de 2,62%
A forte migração dos investidores de ativos de risco para os mais conservadores derrubou as bolsas de valores de todo o mundo e não poupou o mercado brasileiro. O Índice Bovespa chegou a ensaiar uma alta pela manhã, mas logo sucumbiu à onda vendedora vinda do exterior, terminando o dia aos 83.063,56 pontos, em queda de 2,62%. Entre as 65 ações do Ibovespa, apenas quatro terminaram em alta, a maioria de empresas exportadoras, beneficiadas pela alta de 1% do dólar. Suzano ON subiu 2,46% e foi o maior ganho do índice. Por outro lado, empresas sensíveis ao risco internacional foram as que mais sofreram. Vale ON, por exemplo, tombou 4,09%, diante das quedas superiores a 5% registradas à tarde pelo índice de metais da bolsa de Nova York.


A curto prazo, taxas de
juros quase estáveis
Os juros futuros voltaram a fechar com taxas longas em alta, refletindo o aumento da aversão ao risco no exterior que continuou estimulando um movimento de realização de lucros neste trecho da curva. Os contratos de curto prazo encerraram com taxas perto da estabilidade, na falta de agenda ou noticiário nesta quarta-feira, 24, capazes de alterar as apostas para a Selic nos próximos meses. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 encerrou em 7,40%, de 7,393% no ajuste de terça-feira, e a do DI para janeiro de 2021 avançou de 8,293% para 8,36%. A taxa do DI para janeiro de 2023 encerrou na máxima de 9,57% (9,423% no ajuste anterior, assim como também fechou na máxima o DI para janeiro de 2025, a 10,15%, de 9,972%.

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