O trabalho de colheita e secagem são fundamentais para a qualidade final do café, observa o consultor e pesquisador da Embrapa/Café Antonio Nacif, que proferiu palestra no IV Simpósio de Pesquisa dos Cafés do Brasil, sobre a qualidade do café no campo. De acordo com Nacif, o Paraná se prepara para colheita que acontece entre maio e setembro, por isso é importante alertar o cafeicultor a caprichar na colheita e na secagem. A previsão é de que o País colha 32 milhões de sacas.
Na maior parte das vezes os maus tratos na colheita interferem na qualidade, informa o pesquisador, acrescentando que o trabalho de colheita e secagem precisa preservar a qualidade do grão cereja. Estudos apontam que a qualidade final do café está intrisecamente relacionada à composição do grãos torrados que, por sua vez, é influencido tanto pela composição da matéria-prima quanto pelo tipo de processamento pós-colheita a que os grãos foram submetidos.
''Hoje, um café de bebida ruim custa R$ 150 a saca, enquanto o de qualidade R$ 350. Esta diferença de preço pode ser corrigida com pequenos cuidados, desde a lavagem do produto, separando o café bóia do café cereja até o trato no terreiro. Com capricho, o produtor pode obter uma alta qualidade e melhor preço'', argumenta. Durante o evento foi lançado o terreiro secador, a mais nova tecnologia de secagem para pequenos produtores. ''Essa tecnologia já está disponível na Emater e Iapar e é ideal para os pequenos porque substitui o secador mecânico'', enfatizou. (V.B.)

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