São Paulo - Os preços da gasolina e do óleo diesel continuam a apresentar grande defasagem em relação às cotações internacionais neste início de novembro, mesmo com o reajuste realizado no mês passado pela Petrobras. De acordo com Fábio Silveira, sócio-diretor da MS Consult, com a reeleição de George W. Bush para a presidência dos Estados Unidos, ''é provável que os preços externos da gasolina e do diesel demorem mais tempo para iniciar uma trajetória de queda'', destacando, porém, que há grande incerteza em relação à evolução dos preços desses combustíveis.
Segundo os cálculos da MSConsult, o preço doméstico da gasolina está, nesse momento, 18,2% mais baixo que o praticado no mercado internacional. A defasagem do óleo diesel é ainda maior, com o mercado brasileiro praticando um valor 27,3% mais baixo que o vigente no mercado internacional, graças às fortes altas nas últimas duas semanas.
Silveira acredita que é possível que ocorra uma redução dessas defasagens até o fim do mês, ''dada a possibilidade de que os preços internos sejam novamente objeto de modesta elevação, isto é, incrementos equivalentes aos realizados no mês passado''.
Em relação à reeleição de Bush para a presidência dos EUA, Silveira considera que ''pode ser que a política norte-americana se altere em relação ao Oriente Médio''. Ele considera que, se prevalecer a política adotada até o momento, ''com uma equivocada reorganização do Iraque, que acabou sendo um dos fatores de alta do petróleo'', a tendência é de um retardamento da queda dos preços internacionais dos preços dos combustíveis.

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