Após fechar 2011 com queda de 18,1%, a Bolsa de Valores continua oscilando nos primeiros cinco meses deste ano. De acordo com informações da BM&FBovespa, o Ibovespa - índice que aponta o desempenho médio das cotações do mercado de ações brasileiro -, os meses de janeiro e fevereiro apresentaram somados, aumento de 15,4%, mas logo na sequência, março e abril fecharam com queda de 6%. No mês de maio, o índice já despencou 11,9%, acumulando perdas de 4,04% no ano. A FOLHA consultou especialista no mercado de investimentos para saber se este é o melhor momento para aplicar nos papéis.
  Osmar Aoki Júnior, proprietário e assessor de investimentos da O2 Investimentos, afiliada à XP, explica que a partir de março a Bolsa voltou a sofrer com os resquícios da crise europeia. Ele avalia dois pontos: o primeiro é para aquele investidor que quer aproveitar o momento de papéis baratos e o segundo é em relação ao tempo que a pessoa vislumbra deixar o dinheiro no mercado de ações. ‘‘Para quem quer comprar papéis, o momento é agora. A ações como da Usiminas, que custavam em torno de R$ 45, estão sendo comercializadas a R$ 9. Já a Vale, que saía por R$ 55, estão sendo vendidas por R$ 35’’, exemplifica ele.
  Porém, o consultor esclarece que o investidor que optar pela Bolsa deve pensar a longo prazo. ‘‘Curto prazo na Bolsa significa três anos. Por isso, vai depender muito da estratégia de cada um e do risco que pretende correr’’, relata.
  Em relação a outras aplicações mais seguras, Júnior salienta que existem atualmente fundos de investimentos bem mais interessantes que a poupança. ‘‘A assessoria de investimentos é importante porque ela abre todo o leque de opções que há no mercado para o cliente. Quem aposta, por exemplo, num fundo de renda fixa tem que pagar uma taxa de administração de no máximo 1% ao ano. Quem está pagando mais do que isso está perdendo dinheiro’’, avalia
  O economista da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Adilson Volpi, relata que a poupança, apesar de agora estar atrelada à taxa Selic, ainda é interessante porque tem um sistema simples, não possui taxas administrativas e o dinheiro pode ser retirado a qualquer momento. ‘‘Quem quer investir na Bolsa pensando a curto prazo vai ter que especular, e isso não é qualquer pessoa que pode fazer devido a sua complexidade’’, salienta.
  Já quem não irá precisar do dinheiro de forma imediata, que pensa ao longo prazo, o economista da UFPR salienta que os investidores podem aplicar em fundos que trabalham com parte em ações e parte em renda fixa.

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