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Bolsa tem dia de perdas, mas acumula alta de 5,68% no mês
A aversão ao risco no mercado internacional deu o tom dos negócios com ações no Brasil nesta quinta-feira (18). O Índice Bovespa caiu 2,24% e fechou aos 83.847,12 pontos, praticamente na mínima do dia. Ainda assim, contabiliza em outubro alta de 5,68%. A contaminação externa se deu por diversos motivos. Um deles foi o tom mais "hawkish" da ata do Federal Reserve, que continuou a produzir efeitos no mercado de renda fixa dos EUA. À tarde, preocupações em torno da questão orçamentária da Itália geraram um movimento de cautela global, depois que a União Europeia classificou o plano fiscal do país como um "desvio sem precedentes". Ao longo de todo o dia, permaneceu no pano de fundo uma expectativa pessimista quanto ao PIB da China, que seria divulgado às 23h (de Brasília).

Preocupação com PIB da China fez ações da Vale caírem
O temor de que o PIB aponte desaceleração da economia chinesa foi, segundo operadores, o principal motivo da queda de 3,91% no preço das ações da Vale. A mineradora seguiu outros papéis do setor ao longo do dia e contaminou os papéis do setor siderúrgico doméstico. Entre essas, destaque para Gerdau PN (-3,79%), Gerdau Metalúrgica PN (-3,96%) e CSN ON (-2,87%). Os papéis da Petrobras caíram 3,21% (ON) e 2,84% (PN), alinhados à aversão ao risco internacional e à queda dos preços do petróleo. Entre os bancos, houve queda em bloco. Banco do Brasil ON, sensível ao risco político, terminou o dia em queda de 1,16%. Já Bradesco ON caiu 3,09% e Itaú Unibanco PN, 2,97%, ambas nas mínimas do dia.

Dólar avança 1,15%e fecha em R$ 3,727
Com o cenário externo adverso nesta quinta-feira, 18, o dólar não conseguiu se sustentar abaixo de R$ 3,70 e terminou o dia em alta de 1,15%, cotado em R$ 3,7277. Em um dia de agenda esvaziada no Brasil, o aumento da aversão ao risco de investidores no mercado internacional estimulou a retirada de recursos do País, pressionando o câmbio e desencadeando um movimento de ajuste e realização de lucros, após o dólar cair 9% no mês. O risco Brasil medido pelo Credit Default Swap (CDS) subiu para 214 pontos-base, ante 211 do fechamento de quarta-feira, de acordo com cotações do IHS Markit. Perto do fechamento, o dólar bateu máximas e chegou a R$ 3,7317, em meio a especulações das mesas de operação sobre quem vai ser o presidente do Banco Central em eventual governo de Jair Bolsonaro (PSL). O dirigente atual, Ilan Goldfajn, tem dito que fica até 31 de dezembro.

Em meio à cautela, juros futuros fecham em alta
Os juros futuros de longo prazo fecharam a sessão regular desta quinta-feira, em alta, num movimento de realização de lucros estimulado pelo exterior, onde predomina a cautela em meio a uma série de fatores, com destaque para as preocupações com as relações entre os Estados Unidos e a Arábia Saudita, após o desaparecimento do jornalista Jamal Khashoggi, e a questão orçamentária na Itália. Os contratos de curto prazo, mais influenciados pelas perspectivas para a política monetária nos próximos meses, encerraram com taxas de lado. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 encerrou em 7,54%, de 7,524% no ajuste anterior e a do DI para janeiro de 2021, em 8,51%, de 8,414% no ajuste anterior. A taxa do DI para janeiro de 2023 subiu de 9,453% para 9,63%. A taxa do DI para janeiro de 2025 terminou em 10,15%, de 9,992% na quarta-feira.

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