O consumidor brasileiro busca cada vez mais informações sobre os produtos, o que torna tecnologia parte ainda mais essencial no processo de compra. A 3ª edição da pesquisa "Consumidores e empresas: tendências e comportamento no mercado nacional", divulgada ontem pela Associação Brasileira de Automação (GS1 Brasil), aponta que tal comportamento de compra é ainda mais importante para os mais jovens.
Nesse cenário, a empresa destaca o papel do código de barras e todas as suas funcionalidades, nem sempre conhecidas pelo público. Conforme o estudo, 86% sempre procuram informações sobre a qualidade do produto antes de consumir, 81% comparam preços e 76% observam a data de validade. Dos entrevistados, 83% usam a internet para se informar, 41% preferem ir às lojas pessoalmente, 22% apelam a sugestões de pessoas próximas e 21% já usam aplicativos de smartphones.
A forma de o consumidor buscar informações muda de acordo com a idade. Os mais jovens são os que mais usam a internet e aplicativos de telefones celulares, enquanto os mais velhos são os que preferem conversar com familiares e amigos. Entretanto, 72% dos entrevistados afirmam que a razão é o fator principal na hora de efetuar uma compra, o que mostra a necessidade de prover o cliente para convencê-lo a levar o bem. "É um processo irreversível e que vem ocorrendo no Brasil e no mundo", diz o presidente da GS1 Brasil, João Carlos de Oliveira.
Segundo a associação, hoje há tecnologia disponível para que os dados mais relevantes sobre os produtos possam ser lidos por meio do código de barras. Até mesmo origem, avaliação de outros consumidores, composição, informações nutricionais ou sobre o fabricante podem ser obtidas por meio desse sistema, que já existe há 33 anos no País. "Cada vez mais a tecnologia vai influenciar a compra e cada vez mais o celular será usado no consumo", cita Oliveira.
A gerente de negócios da GS1, Ana Paula Vendramini Maniero, considera que é preciso entender que os avanços se tornam necessários conforme aumenta a demanda do público por eles. "O pulo do gato é que isso já está pronto, porque o código de barras que existe hoje já faz o serviço de leitura de informações e basta ter o leitor para isso", completa.
Também corrobora essa necessidade de informações o fato de os que o público tem ao menos três dispositivos ligados no celular. São considerados mais essenciais para conexão com o smartphone computador ou notebook (74%), relógio (64%), iluminação (60%) e televisão ou carro (55%). Mesmo os menos demandados, como aparelho de ar condicionado (32%) e videogame (33%), mostram que há interesse do público na chamada internet das coisas. "A automação está no dia a dia e o público quer estar conectado à iluminação, ao videogame e à geladeira, o que abre caminho para a automação das casas", sugere a gerente de inteligência de mercado da GS1, Marina Pereira.

Antipirataria
O consumidor tem a percepção de que praticamente tudo pode ser falsificado no País, e mostra preocupação com isso. Calçados (77%), cigarros (75%), perfumes (73%) e roupas (72%) são os itens mais citados na pesquisa. Ao mesmo tempo, 44% dos brasileiros considera que o código de barras pode ser uma arma no combate à falsificação, número que pode ser considerado alto quando se sabe que outros 43% não conhecem a capacidade de armazenagem de informações da tecnologia.
Isso porque o código de barras permite rastrear, identificar e apontar dados sobre a autenticidade do produto. A maioria reconhece a ferramenta pelo consumo e quer usá-la no futuro para pagamentos ou consultar preços (89%), fazer compras (83%), saber a validade (83%) e ler o rótulo (83%). Porém, é grande o interesse que seja usado para acompanhar exames médicos (77%), ser identificado na loja (76%), dar entrada em hospitais e clínicas, identificar-se (72%) ou rastrear o que consome (71%).

O repórter viajou a convite da GS1 Brasil.

Imagem ilustrativa da imagem Com apoio tecnológico, consumidor quer saber tudo sobre o produto
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