Com água farta, Ibiporã aposta no turismo
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segunda-feira, 10 de junho de 2002
Carina Paccola<Br>Reportagem Local 
Ibiporã (a 14 km de Londrina) tem hoje um potencial hídrico suficiente para triplicar o abastecimento do município, segundo o diretor do Samae (Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto), Jurandir Barduco. Para concretizar o potencial, o município deverá utilizar água de poços artesianos perfurados no ano passado.
Com vazão de 730 metros cúbicos/hora, um dos poços tem a terceira maior vazão de água do País, depois dos estados do Piauí e de São Paulo. O outro tem 311 metros cúbicos por hora. Hoje, os 42 mil habitantes de Ibiporã consomem 550 metros cúbicos/hora, afirma Barduco.
O município é abastecido pelo Ribeirão Jacutinga. Para se servir da água subterrânea, será preciso contratar uma empresa para levar a água dos poços até o reservatório do Samae e fazer a distribuição para os consumidores. Segundo o assessor técnico em Controle de Perdas do Samae, Luiz Augusto Domingues, a equipe técnica está coletando o maior número possível de informações para o edital de licitação.
Os poços que têm uma distância de 700 metros entre eles estão a cerca de cinco quilômetros do reservatório. A água sai dos poços com temperatura de 38 graus e precisa receber tratamento de flúor. A água deverá chegar à temperatura de 20 graus e estar fluoretada e clorada, explica Domingues.
A água dos poços vem do Aquífero Guarani (antigo Botucatu), que é o maior lençol do mundo. Em Ibiporã, foi possível obter a água a 490 metros de profundidade, enquanto o normal é de 1.000 a 1.200 metros. O chefe de operações do Samae, Valdir Merlo, explica que essa profundidade permitiu reduzir os custos de perfuração. Gastou-se metade dos R$ 2,25 milhões previstos no orçamento.
Com esses recursos hídricos, Ibiporã torna-se mais atrativa para receber investimentos de empresas, inclusive no ramo turístico. Existe até um projeto do Executivo para atrair empresas desse setor. Mas elas vão consumir água como qualquer outro consumidor, diz Barduco. Hoje o morador de Ibiporã paga R$ 8,50 de taxa de consumo mínimo. Um consumidor da Sanepar paga R$ 22,05 pela mesma taxa mínima.


