Colônia nipônica terá prioridade nos empregos gerados pela Nissan
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terça-feira, 30 de maio de 2000
Vânia Casado De Curitiba 
A colônia nipônica do Paraná e de outros estados será a grande beneficiada pela instalação da montadora Nissan, em São José dos Pinhais, que está ocorrendo em parceria com a Renault. A prioridade de emprego será dada aos descendentes de japoneses que falam português e japonês, porque isso facilita o entendimento com os profissionais da área de tecnologia e de marketing que virão do Japão, justificou Carlos Ghosn, chefe de Operações Mundiais da Nissan. A nova unidade de produção da Renault Nissan vai gerar 600 empregos diretos e 3.000 indiretos.
Ghosn defendeu a contratação de descendentes de japoneses, mesmo que esses profissionais não sejam a maioria de Curitiba e região metropolitana.Certamente esses profissionais virão de outras regiões do Paraná ou de outros estados, ao justificar que o Brasil é o País que tem o maior reduto de japoneses e descendentes fora do Japão.
A alta diretoria da Renault e da Nissan esteve ontem em Curitiba para o lançamento da pedra fundamental de construção da nova planta industrial, na fábrica da Renault, em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba. O governador Jaime Lerner participou da cerimônia, que traz para o pólo automotivo do Paraná a sexta montadora de veículos do Estado.
A Nissan está investindo US$ 90 milhões na fabricação da caminhonete Frontier. A plataforma industrial será a mesma ocupada pela Renault, que já anunciou no início do ano investimentos de US$ 100 milhões, na fabricação do furgão Master. Portanto, são quase US$ 200 milhões que estão sendo investidos pela Nissan e pela Renault.
Na segunda-feira, em São Paulo, as direções das empresas anunciaram investimentos de US$ 300 milhões no Mercosul até 2005, incluindo o lançamento da planta industrial da Frontier. Os US$ 210 milhões restantes serão aplicados no projeto do lançamento de outro utilitário, o modelo X-Terra, que será fabricado também em São José dos Pinhais, utilizando a mesma planta industrial do Frontier. Sobre os outros três projetos previstos pela montadora, Ghosn disse que o local dos investimentos ainda não foi definido. Acenou apenas que pode ser em outras regiões do Mercosul.
A Nissam vende 4.000 carros por ano no Mercosul e tem como meta comercializar 150.000 até 2010, o que corresponde a 4% do mercado. A Renault quer ter uma participação de 11% no Mercosul, o que elevaria a participação da Reanult Nissan para 15% no mercado do Mercosul.


