São Paulo - Os governos da Colômbia e Angola suspenderam o embargo à carne brasileira, segundo informações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. As compras pela Colômbia de carnes bovinas, bubalinas, suínas, caprinas e ovinas produzidas no Mato Grosso do Sul e Paraná estavam suspensas desde o dia 27 de janeiro do ano passado, devido à constatação de focos de febre aftosa nos dois Estados.
Já o comércio de carne com a Angola foi suspenso em 27 de outubro de 2005, também por conta de focos de febre aftosa no Mato Grosso do Sul. O embargo do país africano envolvia também a carne proveniente do Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rondônia e Acre.
Com a suspensão dos embargos, todas a unidades da federação brasileira poderão exportar carne para os dois países. No caso de Angola, continuam valendo apenas as restrições do comércio de carnes com osso, mas podem ser exportadas carnes desossadas, animais vivos e material genético.
Segundo comunicado do ICA (Instituto Colombiano Agropecuário), enviado à embaixada brasileira em Bogotá, o encaminhamento das informações sanitárias sobre as atividades de controle do foco aftosa foram suficientes para que o embargo de seis meses aos produtos brasileiros não fosse renovado.
Em nota encaminhada à embaixada do Brasil em Luanda, o Ministério da Agricultura e do Desenvolvimento Rural angolano considerou satisfatórias as medidas adotadas pelo Brasil para o controle da febre aftosa.
Em 2006, o Brasil exportou cerca de US$ 73 milhões em carnes para o país africano, um percentual 33% superior ao exportado no ano anterior. Aproximadamente US$ 25 milhões só em carne bovina, um incremento de 44% em relação a 2005.

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