A indústria de auto-adesivo Colacril, em funcionamento desde quinta-feira em Campo Mourão, terá capacidade para produzir cerca de 160 milhões de metros quadrados de papel adesivado por ano, segundo o presidente da empresa, Valdir Arjona. Do total, 40% serão exportados para os Estados Unidos, África e outros países do Mercosul. ‘‘Escolhemos o Paraná por ter posição estratégica no Mercosul’’, diz Arjona.
A Colacril foi instalada há 16 anos em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Atualmente, a empresa funciona em Barueri, município da Grande São Paulo. O faturamento anual previsto em Campo Mourão é de R$ 67,8 milhões. Com isso, a Colacril se tornará a segunda maior arrecadadora de impostos do município, ficando atrás apenas da Cooperativa Agropecuária Mourãoense (Coamo).
Arjona ressalta que a empresa não fabrica etiquetas, que são impressas por gráficas. ‘‘Nós produzimos a matéria-prima utilizada na etiqueta’’, explica. O consumo per capita de papel adesivado no Brasil é de um metro quadrado por ano. Nos Estados Unidos e na Europa, o consumo per capita chega a 15 metros quadrados por ano. ‘‘Mas nosso mercado está crescendo’’, afirma Arjona.
Na primeira etapa de funcionamento, a fábrica vai produzir apenas papel siliconizado, que serve de base para o adesivo. A segunda etapa da indústria começa a ser implantada em dezembro, devendo ficar pronta em março do próximo ano. Quando isso acontecer, a Colacril será a maior indústria do ramo na América Latina.
A primeira etapa emprega 40 funcionários. O investimento até agora é de cerca de US$ 4 milhões. Até março de 2001, quando serão gerados 130 empregos diretos, o investimento deve chegar a US$ 12 milhões.

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