Coinbra volta a moer soja na próxima colheita
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sábado, 22 de dezembro de 2001
Benê Bianchi<BR>De Londrina 
A unidade de esmagamento de soja da Comércio e Indústrias Brasileiras Coinbra retomará as operações no início da próxima safra, em final de fevereiro ou início de março. As atividades haviam sido paralisadas em julho de 2000, com a demissão de cerca de 100 funcionários. Na ocasião, a empresa explicou que o setor passava por dificuldades, devido à queda na demanda internacional por farelo e óleo de soja após vários países terem instalado indústrias moageiras próprias.
Isso ocorreu num período em que o setor já amargava uma redução significativa nos lucros, por ter que importar soja de outros estados brasileiros pagando 12% de ICMS ao mesmo tempo em que era proibida de fazer o repasse do valor aos produtos destinados à exportação (Lei kandir).
O cenário internacional não mudou e a Lei Kandir continua em vigor. A indústria Coinbra está apostando, no entanto, no aumento da próxima safra de soja, confiando que poderá se suprir da produção do próprio Estado. ''Estamos investindo na captação de soja do Paraná. Antes dependíamos do produto de outros Estados, onerando nossos custos'', informa o gerente de operações soja no Paraná, Pedro de Moraes. Adquirindo o produto dentro do Estado, a empresa se livra dos 12% de ICMS que incidem sobre as operações interestaduais.
A unidade de Londrina está dimensionada para esmagar de 350 mil a 400 mil t de soja/ano. ''Nosso objetivo é esmagar, de início, de 1.400 a 1.500 toneladas de soja dia'', diz Moraes. Segundo ele, a empresa ainda estuda o número de pessoas que serão contratadas, mas acrescenta que uma empresa do porte da Coinbra opera com cerca de 150 funcionários.
''Muitos continuaram conosco, alocados em outras unidades. Agora voltarão para Londrina. Outros serão contratados'', comenta.
A Coinbra integra a multinacional Louis Dreyfus, de origem francesa, e que atua em vários países em esmagamento e refino de oleaginosas, processamento de cítricos, refino de petróleo, exploração e produção de óleo e gás natural, navegação, manufaturas e mercado de imóveis. O grupo é o terceiro maior processador de oleaginosas da América do Sul, com capacidade, em todas as unidades, de aproximadamente 20 mil toneladas/dia.
No Brasil, a Coinbra opera plantas de esmagamento com capacidades combinadas de 7.000 t/dia e refinarias com produção de 700 t/dia de óleo refinado. Possui unidades, além de Londrina, em Ponta Grossa (PR), Cruz Alta (RS), Jataí (GO), Orlândia (SP) e Paraguaçu Paulista (SP).


