A Companhia de Habitação de Londrina (Cohab) efetivou no final da tarde de ontem, a reintegração de mais um box do Mercado Shangri-lá, localizado na Zona Oeste. O permissionário, que participou do processo licitatório realizado em novembro de 2010, foi desabilitado por falta de documentação e teve de desocupar o espaço.
De acordo com o diretor administrativo financeiro da Cohab, Marcelo Cortez, o comerciante não deixou o local voluntariamente, mesmo com a notificação para cumprir o prazo de 30 dias. A Companhia entrou com pedido de reintegração de posse junto ao Tribunal de Justiça e obteve liminar. Posteriormente, o permissionário entrou com agravo de instrumento e conseguiu derrubar a liminar da Cohab até o julgamento, que ocorreu em dezembro.
''O prazo final de desocupação foi abril, mas não saíram. Demos mais 30 dias e como o local não foi desocupado, tivemos de ingressar com a ação'', reiterou a procuradora jurídica da Cohab, Ludmeire Camacho. Segundo ela, o permissionário terá de pagar o valor proposto pelo vencedor da licitação, correspondente aos nove meses que permaneceu no box sem estar habilitado.
O proprietário da Floricultura, Luiz Alberto Pozza, disse à FOLHA que ele e a sua esposa, Yda Katsumi Pozza, ainda tinham esperanças de obter algum recurso na Justiça e manter o comércio no local por mais tempo. ''Quando participei da licitação, só faltou um documento. Como estamos no local há 28 anos, acho que eles deveriam relevar e dar um prazo para que pudéssemos entregar o que ficou para trás'', reclamou. Yda também criticou porque ''teve de fazer a mudança com pressa''.
De acordo com os oficiais de Justiça, Elza Lago de Pinho e Eliseu Pinho, o comerciante foi avisado previamente que deveria deixar o local. ''Estivemos aqui no dia 10 e combinamos de fazer a reintegração na segunda-feira seguinte, mas a Cohab nos informou que havia dado mais uma semana para eles'', explicou. Elza disse que os proprietários deixaram para fazer a mudança na última hora porque aguardavam resposta de um advogado de defesa.
Outros casos
Conforme o diretor administrativo da Cohab, Marcelo Cortez, todos os boxes do Shangri-lá passaram por licitação, mas para quatro foi necessário fazer o pedido de reintegração. ''Um saiu voluntariamente, o segundo caso (da floricultura) foi resolvido e os outros dois aguardam decisão judicial.'' Ao todo, o Shangri-lá soma 32 espaços, compreendidos em 35 salas e oito depósitos.

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