São Paulo - A elevação da alíquota da Cofins vai provocar alta de até 84% no custo do tributo para a construção civil. A constatação faz parte de um estudo divulgado pelo Sindicato da Indústria da Construção do Estado de São Paulo (SindusCon-SP). A alíquota da nova Cofins - que entra em vigor neste mês - subirá de 3,6% para 7%.
As empresas que trabalham com uso intensivo de mão-de-obra - e não conseguirão receber créditos para deduzir da Cofins - serão as mais prejudicadas, segundo o estudo.
O peso será ainda maior para as pequenas e médias empresas e para os segmentos que mais utilizam mão-de-obra intensiva. Este seria o caso do segmento de alvenaria e reboco.
O aumento também será maior para as empresas de construção que atuam no Norte e Nordeste do País. Para elas, o aumento do tributo será de 26,5% e 31,5%, respectivamente, maior que o peso do imposto para uma empresa localizada em São Paulo, por exemplo, que será de 21,6%.
O aumento da alíquota da Cofins - de 3% para 7,6% - também deve elevar os valores dos condomínios em 5%. A estimativa foi feita pelo vice-presidente de administração imobiliária do Sindicato da Habitação de São Paulo, Hubert Gebara. Ele contesta a aplicação da nova lei sobre os condomínios e entidades sem fins lucrativos, pois outras categorias que visam o lucro - como bancos, turismo, televisão, transporte e outras - ficaram isentas da cobrança.
''Aliada à redução da multa pela inadimplência de 20% para 2%, a elevação da Cofins será repassada para a taxa condominial dos prédios'', disse Gebara. Segundo ele, isso deve aumentar a inadimplência do condomínio, já que a despesa do inquilino ficará maior.

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