Cofins eleva carga tributária de 65 setores
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sábado, 24 de janeiro de 2004
Elizabeth Lopes<br> Agência Estado 
São Paulo - O novo sistema de cobrança da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), cuja alíquota passará de 3% para 7,6% a partir de 1º de fevereiro, vai provocar aumento na carga tributária de pelo menos 65 setores da economia.
A conclusão é de um estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) com 91 setores da economia.
Com a elevação da alíquota da Cofins, o custo efetivo sobre o faturamento, na média dos setores pesquisados, vai subir de 3% para 4,01% e o impacto nos preços finais, que hoje é de 6,31%, na média, vai passar para 8,39%.
O estudo do IBPT confirma que o setor de serviços será o mais prejudicado com a nova Cofins. Nas projeções realizadas pelo IBPT, utilizando-se o mesmo sistema adotado para o PIS (que teve sua alíquota elevada de 0,65% para 1,65%, mas com redução da cumulatividade), o impacto médio no setor industrial será de 2,96%; no comércio atacadista, 3,01%; no comércio varejista, 3,37%; e no setor de serviços, 5,34%.
Os cálculos mostram, ainda, que as novas regras deverão provocar aumento no custo final de produtos como pão, tecidos, confecções, bolachas, carne, calçados, brinquedos, material de construção, eletroeletrônicos, móveis e serviços de transportes de cargas, entre outros. Em contrapartida, deve haver redução nos preços de produtos como o arroz e o feijão.
O IBPT foi criado em 1992 e reúne tributaristas das áreas do direito, ciências contábeis, administração e economia. A alteração na alíquota da Cofins deve provocar uma avalanche de ações na Justiça. (Leia matéria ao lado)


